Após nova lei chinesa, Reino Unido facilitará cidadania a oriundos de Hong Kong

Serão elegíveis aqueles que viverem na ilha, que é uma ex-colônia britânica

Premiê britânico, Boris Johnson, discursa em frente à sua residência oficial em Londres
Premiê britânico, Boris Johnson, discursa em frente à sua residência oficial em Londres Foto: Pippa Fowles/10 Downing Street - 27.abr.2020/Reuters

Da CNN

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O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou nesta quarta-feira (1º) que o país mantém a intenção de oferecer vistos para os cidadãos de Hong Kong, após a imposição pela China na nova Lei de Segurança Nacional da ilha.

“Nós deixamos claro que, se a China continuasse por esse caminho, nós íamos introduzir uma nova rota para aqueles com status de cidadãos britânicos no exterior a entrarem no Reino Unido, permitindo que eles possam viver e trabalhar e posteriormente aplicar para a cidadania britânica — e é exatamente isso que faremos agora”, afirmou, durante a sessão de questionamentos no Parlamento.

Johnson fez críticas duras à legislação e afirmou que ela fere a Declaração Sino-Britânica, de 1997, que consagrou a devolução da ilha do Reino Unido para a China. No acordo, os chineses aceitaram manter o sistema independente de Hong Kong por cinquenta anos após assumir o controle.

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“A promulgação e imposição desta Lei de Segurança Nacional constituem uma violação clara e séria da Declaração Sino-Britânica. Ela também viola o grau de autonomia de Hong Kong e está em conflito direto com a lei básica de Hong Kong”, afirmou o primeiro-ministro.

A nova lei aumenta de forma significativa o poder das autoridades locais e chinesas para investigar, processar e punir dissidentes. De forma vaga, a legislação criminaliza secessão, subversão, terrorismo e colaboração com poderes externos. Pessoas que forem condenadas por esses crimes podem enfrentar sentenças até prisão perpétua.

(Com informações de Sarah Dean e Emma Reynolds, da CNN)

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