Armênia e Azerbaijão se acusam de quebrar cessar-fogo em Nagorno-Karabakh

Acordo humanitário anunciado no sábado pela Rússia durou poucas horas; número de mortos desde o início do conflito, em setembro, subiu para 750

Edificações destruídas em Stepanakert, na região de Nagorno-Karabakh
Edificações destruídas em Stepanakert, na região de Nagorno-Karabakh Foto: Hayk Baghdasaryan - 8.out.2020/Photolure/Reuters

Giovanna Bronze, da CNN, em São Paulo

Ouvir notícia

A Armênia e o Azerbaijão acusaram um ao outro, neste domingo (18) de quebrar o acordo humanitário de cessar-fogo após conflito em Nagorno-Karabakh.

No sábado (17), os dois países concordaram com um “cessar-fogo humanitário” por conta do conflito na região. A resolução estava programada para começar à meia-noite (17 horas de sábado, em Brasília), mas, apenas algumas horas após o horário estabelecido, a os dois lados trocaram fogo.

O acordo humanitário foi estabelecido após mais de uma semana de negociações intermediadas pela Rússia.

Em conversa por telefone, relatada em comunicado do Ministério da Defesa do Azerbaijão, o Ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, havia dito que a “perda de civis é inaceitável em quaisquer circunstâncias” e ressaltado a importância da decisão.

Assista e leia também:
Azerbaijão e Armênia concordam com ‘cessar-fogo humanitário’
Com escalada no conflito entre Armênia e Azerbaijão, Irã teme guerra regional
Entenda por que Azerbaijão e Armênia estão em conflito em Nagorno-Karabakh

O ministro da defesa da Armênia disse que o exército do Azerbaijão usou artilharia pesada durante a noite, após o horário programado.

Já a defesa do Azerbaijão rebateu, acusando o outro país: “fogo inimigo foi disparado contra a cidade de Jabrail e nas vilas da região, usando armas pesadas”.

O número de mortos na região subiu para 750 desde o início do conflito entre os dois países , em 27 de setembro.

Nagorno-Karabakh é um território montanhoso reconhecido internacionalmente como parte do Azerbaijão, mas povoado e governado por armênios étnicos.

(Com informações da Reuters)

Mais Recentes da CNN