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    As 5 principais propostas do candidato Rodolfo Hernández para a Colômbia

    Candidato que disputa o segundo turno neste domingo (19) é controverso, antipolítico, populista e já foi chamado de 'Trump colombiano'

    O candidato do partido Liga de Gobernantes Anticorrupcion, Rodolfo Hernandez
    O candidato do partido Liga de Gobernantes Anticorrupcion, Rodolfo Hernandez Foto de Daniel Garzon Herazo/NurPhoto via Getty Images)

    Da CNN em Espanhol*

    Rodolfo Hernández foi o protagonista do primeiro turno das eleições na Colômbia. Ele subiu nas pesquisas nas últimas semanas, derrubando o candidato do sistema governamental e de direita – Federico “Fico” Gutiérrez – e chegou ao segundo turno com a possibilidade de ameaçar a vantagem de Gustavo Petro. Sua bandeira é a anticorrupção. É independente, controverso, antipolítico e populista.

    Essas são as principais propostas de Rodolfo Hernández, de 77 anos, caso vença a presidência.

    1- Anticorrupção

    “Eu me defino como Rodolfo Hernández, um engenheiro que quer tirar os ladrões do governo. Só isso”. É nisso que se resume sua campanha para acabar com os corruptos, em geral. Essa é a espinha dorsal do seu programa.

    “A corrupção é o maior imposto que todos os colombianos têm que pagar”, diz Hernández em seu site. “A corrupção é uma doença que só pode ser curada com cirurgia e sem anestesia”.

    Como você vai derrotar a corrupção? “Não mentir, não trair os eleitores e fazer uma pequena modificação no Código Penal e no Código de Processo Penal para remover a impunidade deles”, disse ele à CNN.

    “Como é possível que esses políticos que roubam tudo sejam mandados para os clubes de campo? Mandam eles pra casa? Mandam eles para prestar serviços militares, enquanto um pobre rouba uma galinha e o colocam na pior penitenciária por dez anos”.

    O eixo anticorrupção inclui a reforma do Judiciário, a meritocracia como base para a atribuição de cargos públicos e a criação do controle fiscal.

    A aposta também é a participação cidadã. Em seu programa de governo, Hernández diz que incentivará a fiscalização cidadã: “Eles receberão uma recompensa pelo dinheiro recuperado dos políticos corruptos que denunciam. Eles deixarão de ser maltratados e suas recomendações terão que ser atendidas prontamente”.

    Além disso, ele diz que vai criar “um instituto virtual que devolverá o dinheiro roubado aos colombianos”. “A ideia é recompensar as denúncias dos cidadãos com até 20% do que for recuperado.”

    Durante a campanha, ele acusou seus críticos de serem “canalhas”, “assaltantes”, “ladrões” e até viciados em drogas, sempre que possível.

    Contrariando sua bandeira, Hernández tem nas costas um suposto escândalo de corrupção, no qual se declarou inocente.

    Se trata do caso de Vitalogic, em que o Ministério Público o acusou formalmente em maio de 2021 de firmar um contrato de consultoria com supostas irregularidades para “implementar novas tecnologias de gestão de resíduos no aterro de El Carrasco”.

    Hernández insiste que nunca “nem uma moeda” foi roubada.

    Em abril de 2022, em audiência de instrução processual, Hernández não aceitou acusações como falsidade ideológica, contrato sem cumprimento de requisitos legais e interesse indevido em celebrar contratos, segundo o Ministério Público. O caso ainda está em andamento.

    2- ‘Cidade Ressocializadora’

    Em sintonia com o combate à corrupção, Rodolfo Hernández quer reestruturar o Instituto Nacional Penitenciário e Carcerário (Inpec) “e melhorar a infraestrutura carcerária do país”. Seu objetivo: realocar as prisões para locais onde existam “atividades agrícolas e industriais” e “tolerância zero ao crime”.

    É o que ele chama de ‘Cidade Ressocializadora’: um projeto de modificação de presídios com “otimização de recursos e ressocialização de apenados”.

    3- Mais cobertura na educação

    Hernández tem uma proposta educacional central: 100% de cobertura universitária, por meio de uma reforma do sistema de admissão nas universidades públicas.

    “Para atingir este objetivo, o investimento será feito na construção de mais centros de ensino superior, partindo das regiões mais remotas e mais pobres do país”, diz seu programa.

    Hernández diz que as transferências para as universidades serão aumentadas e haverá uma regra que permite às entidades territoriais “o uso de royalties para financiar o pagamento de professores e subsídios de matrícula para estudantes”.

    Um eixo é a amortização progressiva das dívidas estudantis com o Instituto Colombiano de Crédito Educacional e Estudos Técnicos no Exterior (Icetex), entidade estatal que promove a educação por meio de empréstimos. Hernández propõe que seja aplicado com três filtros: “Estudantes ativos, para evitar a deserção; os que fazem parte dos estratos 1 e 2; e os que obtêm as melhores médias”.

    Um caminho neste projeto é para Hernández sua visão antipolítica: “Tirar a gestão das universidades das mãos dos políticos para entregá-la aos mais renomados acadêmicos, intelectuais e pensadores”.

    4- Impostos: 10% de IVA

    Rodolfo Hernández propõe organizar o país fiscalmente com uma aposta principal: baixar o IVA.

    A ideia é “tornar o pagamento do IVA tão prático que os contribuintes não tenham mecanismos para fugir ao compromisso com a nação. Propomos aplicar uma taxa geral de IVA de 10%, quase metade da porcentagem atual, que mantém a cesta de compras familiar isenta de impostos, e reclassificar os outros bens e serviços excluídos”.

    O objetivo é garantir a cobrança e tornar os processos administrativos mais eficientes, se todos os contribuintes contribuírem com 10% de IVA, diz, haveria equilíbrio nas questões fiscais.

    5- Habitação digna para evitar o deslocamento do campo

    Hernández, que durante sua vida profissional foi um construtor focado em moradias populares no departamento colombiano de Santander, diz que seu objetivo é a moradia digna, fechando “o déficit habitacional nas áreas rurais e urbanas”.

    O candidato propõe um programa nacional de habitação rural com a criação de “aldeias rurais integrais”: casas pré-fabricadas de pelo menos 60 metros quadrados com serviços de habitação completos, painéis solares e fossas sépticas.

    Esse programa, diz ele, consegue “evitar o deslocamento para as cidades e, por outro lado, incentivar o retorno ao campo”.

    Quanto às habitações urbanas, seriam casas em lotes de 72 a 126 metros quadrados em áreas centrais, com incentivos à poupança de investimento.

    *Com informações de Fernando Ramos e Melissa Velásquez

    Este conteúdo foi criado originalmente em espanhol.

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