As Américas mudaram e o mundo está em mudança; entenda

Segundo Alberto Pfeifer, coordenador do Grupo de Análise de Estratégia Internacional da USP, durante sua participação no WW, o poderio militar americano fez países vizinhos reconhecerem necessidade de alinhamento

Da CNN Brasil
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A geopolítica das Américas está passando por transformações significativas sob a influência da nova doutrina de segurança nacional dos Estados Unidos, implementada por Donald Trump. Durante sua participação no WW, Alberto Pfeifer, coordenador do Grupo de Análise de Estratégia Internacional da USP, destacou como essa mudança está reconfigurando as relações de poder no continente.

Segundo Pfeifer, a nova doutrina americana tem como pilar central a preponderância dos Estados Unidos no hemisfério ocidental, combinada com um afastamento estratégico de outras regiões do mundo, mas mantendo presença global graças ao seu "poderio militar incontrastável". "Ninguém tem as Forças Armadas que os Estados Unidos têm", afirma o especialista, destacando que Trump está efetivamente executando o que foi estabelecido na doutrina.

O efeito demonstração dessa política foi evidenciado na abordagem americana em relação à Venezuela. De acordo com o analista, a retirada de Nicolás Maduro do poder e a transformação da relação entre Estados Unidos e Venezuela serviram como um claro sinal para todo o hemisfério. "O hemisfério inteiro entendeu que tem que seguir as diretrizes dos Estados Unidos, não quer dizer se submeter, se subjugar, mas sim se alinhar", explica.

Mudanças globais e impactos no Brasil

As transformações não se limitam às Américas. Pfeifer aponta que o Irã está em processo de mudança de regime, enfrentando manifestações internas com mais de 500 mortos e perda de apoios externos fundamentais, como Rússia e China. O especialista lembra ainda que o Irã era um importante aliado da Venezuela nos negócios do petróleo e no apoio a grupos como Hamas e Hezbollah.

"Donald Trump demonstrou que o que ele fala, ele faz", ressalta Pfeifer, indicando que essa realidade se impõe independentemente de aprovação ou reprovação. Para o Brasil, o analista sugere a necessidade urgente de revisão da estratégia regional, considerando que o país tem uma posição relativa importante, mas agora condicionada pelas relações com os Estados Unidos.

O especialista descreve uma região americana em divisão, com países como Argentina, Chile, Paraguai, Equador, Peru e Bolívia alinhados a Trump, enquanto regimes contrários à preponderância americana enfrentarão dificuldades. "Caiu a Venezuela, vai cair Cuba, estrangulada pela falta do petróleo venezuelano", prevê, acrescentando que a Colômbia mudará provavelmente de gestão nas próximas eleições. Diante desse cenário, conclui que "o Brasil precisa redefinir o seu lugar na região e o seu lugar no mundo".

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