Ataque à sinagoga em Michigan foi ato inspirado pelo Hezbollah, diz FBI

Segundo a agência federal dos EUA, o atentado visava "propositalmente a comunidade judaica e o maior templo judaico" do estado

Cindy Von Quednow e Holmes Lybrand, da CNN
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O ataque contra uma sinagoga em West Bloomfield, no estado americano de Michigan, no início do mês, foi “um ato terrorista inspirado pelo Hezbollah, visando propositalmente a comunidade judaica e o maior templo judaico de Michigan”, afirmou o FBI em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (30).

O agressor, Ayman Ghazali, um cidadão americano naturalizado, originário do Líbano, jogou uma caminhonete contra a sinagoga em 12 de março, enquanto mais de 100 crianças assistiam a uma aula no local.

Após esperar no estacionamento da sinagoga por mais de duas horas, segundo as autoridades, Ghazali dirigiu a caminhonete para dentro do prédio – atingindo um segurança – antes de o veículo ficar preso em um corredor.

Seguranças da sinagoga trocaram tiros com Ghazali, que acabou se suicidando dentro da caminhonete. Durante o caos, o compartimento do motor do caminhão pegou fogo, causando grandes danos ao prédio. Segundo as autoridades, o caminhão estava carregado com explosivos e um líquido inflamável, provavelmente gasolina.

Ninguém mais morreu. Um dos principais seguranças do templo ficou ferido após ser atingido pelo veículo.

Nos dias seguintes ao ataque, autoridades americanas afirmaram que Ghazali constava em bancos de dados do governo federal como tendo ligações com “terroristas conhecidos ou suspeitos” associados ao grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano.

Uma semana antes do ataque, membros da família de Ghazali no Líbano – incluindo dois irmãos – foram mortos em um ataque aéreo israelense, enquanto os EUA e Israel entravam na segunda semana de conflito com o Irã.

Os militares israelenses disseram que um de seus irmãos, Ibrahim Muhammad Ghazali, era um comandante do Hezbollah responsável pela gestão das operações de armas na unidade Badr do grupo apoiado pelo Irã.

O planejamento do ataque começou dias antes, segundo o FBI, e se intensificou em 9 de março. Uma análise da atividade online de Ghazali, que remonta a janeiro, mostrou buscas repetidas por veículos de notícias pró-Hezbollah e iranianos, bem como vídeos relacionados a tiros e munição.

A partir de 9 de março, de acordo com o FBI, ele acompanhou de perto discursos e transmissões ao vivo envolvendo o secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, além de reportagens sobre uma fatwa iraniana – uma decisão religiosa sobre a lei islâmica – que convocava a jihad total contra as forças armadas dos EUA.

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