Ataque em mesquita nos EUA é investigado como crime de ódio, diz polícia
Três homens morreram no local; dois adolescentes suspeitos da ação foram encontrados mortos

A polícia local e o FBI estão investigando um ataque a tiros ocorrido na segunda-feira (18) no Centro Islâmico na cidade de San Diego como um crime de ódio, afirmou o chefe de polícia Scott Wahl.
No entanto, as autoridades não divulgaram publicamente nenhum motivo específico ou caso que tenha desencadeado a violência armada.
Dois adolescentes armados abriram fogo contra o centro, matando um segurança e dois homens do lado de fora da mesquita. Os suspeitos foram encontrados mortos, aparentemente vítimas de ferimentos de bala autoinfligidos, informou a polícia.
Antes do ataque, as autoridades não tinham conhecimento de nenhuma "ameaça específica" à mesquita ou a qualquer outro centro religioso, escola, área comercial ou qualquer outro local, informou Wahl.
O centro islâmico, localizado em Clairmont, bairro da cidade, é a maior mesquita do Condado de San Diego, segundo seu site.
Mais de 100 policiais envolvidos na operação
Ao chegarem à mesquita, policiais encontraram três pessoas mortas, todos homens adultos. Uma das vítimas era um segurança que "desempenhou um papel fundamental para evitar que a situação fosse muito pior", afirmou o chefe de polícia de San Diego, Scott Wahl.
As forças de segurança chegaram ao local quatro minutos após os primeiros chamados. Cerca de 100 policiais revistaram o prédio, muitas vezes tendo que arrombar portas.
Ao mesmo tempo em que respondia a esse caso, a polícia também recebeu ligações sobre disparos a poucos quarteirões de distância, segundo Wahl. Um jardineiro que estava no local foi alvejado, mas não foi atingido.
Momentos depois, os policiais encontraram dois homens que acreditam ser os suspeitos mortos dentro de um veículo em um terceiro local. Eles tinham 17 e 19 anos.
Em um vídeo gravado pela KFMB, rede afiliada da CNN, pessoas foram vistas saindo do prédio, algumas de mãos dadas e sendo escoltadas por policiais.
Prefeito e governador se pronunciam após ataque
O prefeito Todd Gloria agradeceu aos socorristas e às forças policiais em publicação no X.
A polícia e os bombeiros agiram rapidamente "para proteger vidas e garantir a segurança da área", e "não há ameaça contínua à comunidade", disse o prefeito.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, foi informado sobre a situação, informou sua assessoria de imprensa no Facebook.
“Agradecemos aos socorristas no local que estão trabalhando para proteger a comunidade e pedimos a todos que sigam as orientações das autoridades locais”, diz a publicação.
O FBI, a agência federal de investigações dos EUA, informou que está auxiliando as autoriades da região.
Testemunha relata que viu agente ser baleado
Uma mulher que mora em frente ao Centro Islâmico de San Diego relatou que estava almoçando na cozinha quando ouviu "explosões" do lado de fora. Ela pediu para ser identificada apenas pelo primeiro nome, Vanessa.
Ela subiu até o quarto da filha e olhou pela janela, vendo as crianças que estavam brincando no parquinho da mesquita começarem a entrar no prédio.
Vanessa afirmou que, enquanto estava ao telefone com os serviços de emergência, viu um agente uniformizado ser baleado.
"Ele levou dois ou três tiros e caiu. O atendente do 911 me perguntou se ele estava bem, e eu disse que sim, ele tinha acabado de se levantar", contou.
"Eu disse para eles se apressarem porque havia muitas crianças", disse ela.
Depois que a ligação terminou, ela ligou para o marido e, em seguida, para a escola da filha de 12 anos, que fica a poucos quarteirões de distância.
“Foi realmente muito assustador. Como mãe de uma criança de 12 anos, é horrível o momento em que estamos vivendo”, disse Vanessa.
*com informações da CNN Internacional


