Ataques a asiáticos nos Estados Unidos aumentaram 150% durante a pandemia

Ativistas culpam ex-presidente americano Donald Trump pelo aumento de novos casos de xenofobia

Núria Saldanha, da CNN, em Washington

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Os ataques a asiáticos nos Estados Unidos aumentaram 150% durante a pandemia, segundo o Centro para o Estudo de Ódio e Extremismo daquele país.

Em quase um ano, 3.800 agressões — muitas delas motivadas por discursos racistas — foram registradas, de acordo com o Grupo de Defesa da América Asiática e das ilhas do Pacífico. 

O caso mais recente foi na última terça-feira (16), quando três casas de massagem na área metropolitana de Atlanta, no estado norte-americano da Geórgia, foram atacadas a tiros, resultando na morte de oito pessoas — seis delas mulheres asiáticas. 

Ataques a asiáticos nos EUA aumentam 150% durante a pandemia (18.mar.2021)
Homenagem às vítimas de ataque a casas de massagem em Atlanta (18.mar.2021)
Foto: Reprodução/CNN

Robert Long, um homem branco de 21 anos, admitiu  que cometeu os crimes e está preso. Ele alegou ser viciado em sexo e disse que os estabelecimentos representavam uma tentação. Embora a polícia ainda esteja investigando a motivação do crime, ativistas dizem que esse não é um episódio isolado de xenofobia.

O procurador-geral do estado de Connecticut, Willian Tong, culpa o ex-presidente Donald Trump pela insegurança vivida na comunidade asiática no país. “Ele começou uma guerra contra os imigrantes e chamou o novo coronavírus de vírus da China”, disse à CNN.

Já a polícia de São Francisco, na Califórnia, intensificou a patrulha municipal em regiões onde vivem comunidades asiáticas depois que Danny Yu Chang foi espancado na rua no início da semana e ficou parcialmente cego. “Eu nem vi a pessoa. Não me roubaram, então acho que foi um crime de ódio”, afirma ele.

O departamento de polícia de Nova York também decidiu reforçar a segurança em bairros, como Chinatown, em resposta ao aumento da violência.

O presidente Joe Biden e a vice, Kamala Harris, vão se reunir nesta sexta-feira (19) em Atlanta, com líderes da comunidade asiática, e tentar encarar o que é considerada a maior ameaça à segurança norte-americana: o terrorismo doméstico praticado especialmente por supremacistas brancos.

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