Atentado suicida mata ao menos 92 em mesquita no Paquistão; alvo era polícia

País enfrenta crise nacional de segurança

Jibran Ahmad, da Reuters, em Peshawar, no Paquistão
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Um atentado suicida em uma mesquita lotada em Peshawar, no Paquistão, matou ao menos 87 pessoas, nesta segunda-feira (30), o mais recente ataque contra a polícia nesta cidade do noroeste do país – onde militantes islâmicos continuam ativos.

O primeiro-ministro paquistanês Shebaz Sharif chamou a explosão de um ataque suicida. Havia pelo menos 260 pessoas na mesquita, acrescentou o policial Sikandar Khan.

Ninguém reivindicou a responsabilidade pelo atentado, que destruiu a mesquita durante as orações do meio-dia, causando o desabamento de uma parede em cima dos fiéis.

O edifício está localizado dentro de um complexo altamente fortificado que inclui o quartel-general da polícia provincial e um departamento antiterrorista.

"Estamos percebendo que o terrorista estava na primeira fila", disse o ministro da Defesa, Khawaja Asif, à Geo TV.

Imagens da emissora governamental PTV mostraram policiais e moradores lutando para remover os destroços do local da explosão e carregando feridos nos ombros.

O ataque foi o pior na cidade desde março do ano passado, quando um atentado suicida em uma mesquita muçulmana xiita durante as orações de sexta-feira matou pelo menos 58 pessoas e feriu quase 200.

Militantes do Estado Islâmico assumiram a responsabilidade pelo atentado.

Peshawar, que fica na periferia dos distritos tribais do Paquistão na fronteira com o Afeganistão, é frequentemente alvo de grupos militantes, incluindo o Talibã paquistanês.

O grupo, conhecido como Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), é um guarda-chuva de grupos islâmicos sunitas e sectários que querem derrubar o governo e substituí-lo por sua própria marca de governança islâmica.

O TTP intensificou os ataques desde que encerrou um chamado acordo de paz no ano passado com o governo paquistanês, facilitado pelo Talibã afegão.

O TTP tem realizado ataques frequentes contra a polícia nos últimos meses. Em dezembro, militantes islâmicos tomaram um centro antiterrorista no noroeste e fizeram reféns para negociar com autoridades do governo.