Atlas: 60,1% dos latino-americanos aprovam operação dos EUA na Venezuela
Levantamento ouviu 11.285 pessoas em países da América Latina e entre latinos residentes nos Estados Unidos e no Canadá; nível de confiança é de 95%

A maioria dos latino-americanos aprova a operação militar dos EUA que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, segundo pesquisa Latam-Wide da AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira (14).
De acordo com o levantamento, 60,1% dos entrevistados na América Latina e entre latinos que vivem nos Estados Unidos e no Canadá disseram aprovar a ação americana. Outros 34,9% desaprovam a medida, enquanto 5% não souberam responder.
A pesquisa ouviu 11.285 pessoas, sendo 1.539 respondentes na Venezuela e 9.746 nos demais países da América Latina e entre latinos residentes nos EUA e no Canadá, por meio de recrutamento digital aleatório, entre os dias 5 e 11 de janeiro.
A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, e de dois pontos percentuais na Venezuela, com nível de confiança de 95%.
Venezuela
Entre os venezuelanos, 57,7% aprovam a operação dos EUA, enquanto 20,9% desaprovam e 21,4% não souberam responder.
O apoio é ainda mais expressivo entre os que vivem fora do país, onde 90,8% se dizem favoráveis à ação.
Brasil
Já no Brasil, a pesquisa mostra que 58% dos entrevistados aprovam a operação americana, contra 41% que desaprovam e 1% de indecisos.
Captura de Maduro
Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, por volta das 3h no horário de Brasília, forças dos Estados Unidos realizaram uma operação que mudaria o curso recente da política latino-americana.
Em uma ação descrita por Washington como “conjunta com autoridades policiais”, o ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados em Caracas.
Uma semana depois, a operação continua a reverberar em tribunais, chancelarias e mercados internacionais, enquanto o futuro da Venezuela permanece em aberto.
A ação foi o resultado de meses de planejamento e de ensaios considerados entre os mais complexos já conduzidos pelo aparato de segurança americano.
Desde o primeiro anúncio, a Casa Branca informou que a captura se tratava apenas de um episódio policial. No entanto, tratou-se de um movimento com profundas implicações geopolíticas.
O governo americano vinha, há anos, classificando Maduro como criminoso. Em 2020, durante o primeiro mandato de Trump, o líder venezuelano foi acusado no Distrito Sul de Nova York por “narcoterrorismo”, conspiração para importar cocaína e outros crimes.
Na época, os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de 15 milhões de dólares por informações que levassem à sua prisão.
A pressão aumentou ao longo dos anos. O valor subiu para 25 milhões de dólares no início de 2025, nos últimos dias do governo Biden, e chegou a 50 milhões de dólares em agosto de 2025, já sob o novo mandato do republicano.
Nesse período, Washington também classificou o chamado Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira, alegando que Maduro seria o líder da estrutura criminosa.
A confirmação da captura veio na manhã do próprio sábado (3), em uma publicação do presidente americano nas redes sociais. Trump descreveu a ação como um êxito de cooperação policial.


