“Atletas são livres para se expressar sobre direitos humanos”, diz EUA

"Pedimos à República Popular da China que respeite os direitos humanos e as liberdades fundamentais, incluindo a própria liberdade de expressão", disse o porta-voz do Departamento de Estado na quarta-feira (2)

Homem fotograda logo iluminado da Olimpíada de Inverno Pequim 2022 em Pequim
Homem fotograda logo iluminado da Olimpíada de Inverno Pequim 2022 em Pequim 26/01/2022 REUTERS/Fabrizio Bensch

Kylie Atwoodda CNN

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos compartilhou informações com atletas olímpicos dos EUA sobre os supostos abusos de direitos humanos da China e defendeu o direito dos competidores de expressar oposição a essas supostas violações na véspera dos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim.

“Os atletas dos EUA têm o direito de se expressar livremente de acordo com o espírito e o caráter dos Jogos Olímpicos, que inclui o avanço dos direitos humanos. Pedimos à República Popular da China que respeite os direitos humanos e as liberdades fundamentais, incluindo a própria liberdade de expressão”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, na quarta-feira (2).

  • Proibição de protesto: A Regra 50 da Carta Olímpica determina que “nenhum tipo de manifestação ou propaganda política, religiosa ou racial é permitida em qualquer local olímpico”, mas não proíbe expressar preocupações nas mídias sociais ou durante entrevistas na mídia.
  • Aviso chinês: os atletas não devem expressar nada “contra o espírito olímpico”, disse recentemente um funcionário do comitê organizador de Pequim, sem reconhecer que a regra não proíbe a liberdade de expressão fora dos locais olímpicos. Ainda não está claro que tipos de protestos os atletas podem participar.
  • Alegações contra a China: Os Estados Unidos disseram que a China está cometendo genocídio e crimes contra a humanidade contra muçulmanos uigures e grupos minoritários étnicos e religiosos que vivem na região ocidental de Xinjiang. A China também silenciou a dissidência, fez prisioneiros políticos e montou uma vigilância invasiva de sua população, dizem críticos e autoridades dos EUA.A China nega as acusações e pediu que os EUA “parem de interferir” nas Olimpíadas.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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