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    Autoridade do Hamas convida Elon Musk para visitar Faixa de Gaza

    Empresário dono do X visitou kibutz atacado pelo grupo armado na segunda-feira (27)

    Elon Musk em conferência em Paris, França
    Elon Musk em conferência em Paris, França 16/6/2023 REUTERS/Gonzalo Fuentes

    Moaz Abd-AlazizAdam Makaryda Reuters

    Uma autoridade do Hamas convidou, nesta terça-feira (28), o bilionário norte-americano Elon Musk para visitar a Faixa de Gaza e ver a extensão da destruição causada pelos bombardeios israelenses na região.

    “Nós o convidamos a visitar Gaza para ver a extensão dos massacres e da destruição cometidos contra o povo de Gaza, em conformidade com os padrões de objetividade e credibilidade”, disse o alto funcionário do Hamas Osama Hamdan em uma coletiva de imprensa em Beirute.

    Na segunda-feira (27), Musk visitou um kibutz atacado pelo Hamas no mês passado e declarou o seu compromisso de fazer tudo o que fosse necessário para impedir a propagação do ódio.

    O bilionário, que é dono da rede social X, sofreu ataques recentemente por apoiar uma publicação antissemita.

    Os comentários de Hamdan ocorrem um dia após a trégua entre Israel e o Hamas ter sido prorrogada por mais 48 horas.

    “Em 50 dias, Israel lançou mais de 40 mil toneladas de explosivos nas casas de moradores indefesos de Gaza. Apelo ao presidente dos EUA, Biden, para que reveja a relação dos EUA com Israel e pare de fornecer armas”, ponderou.

    Falando sobre a destruição em Gaza, Hamdan apelou à comunidade internacional para enviar rapidamente equipes especializadas de defesa civil para ajudar a recuperar os corpos ainda presos sob os escombros.

    De acordo com o Ministério das Relações Exteriores palestino, milhares de pessoas ainda estão soterradas.

    A trégua acordada na semana passada foi a primeira interrupção dos combates nas sete semanas desde que o Hamas atacou Israel, matando 1.200 pessoas e levando cerca de 240 reféns de volta a Gaza, segundo dados israelenses.

    Em resposta ao ataque, Israel bombardeou o enclave e lançou uma ofensiva terrestre no norte. Ao menos 16 mil palestinos foram mortos, dizem as autoridades de saúde palestinas, e centenas de milhares de deslocados.