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    Autoridades de países condenam tentativa de golpe de Estado no Sudão

    França, Alemanha, União Europeia, União Africana e ONU pedem por restabelecimento de transição democrática

    Cidadãos sudaneses bloqueiam estrada após tentativa de golpe de Estado no país
    Cidadãos sudaneses bloqueiam estrada após tentativa de golpe de Estado no país Reprodução/RASD Sudan Network/Reuters

    Giovanna Galvanida CNN*

    em São Paulo

    Diversas autoridades europeias e africanas condenaram o nomeado golpe de Estado no Sudão, onde militares prenderam a maioria dos membros do gabinete do Sudão nesta segunda-feira (25) e um oficial dissolveu o governo de transição.

    O primeiro-ministro Abdalla Hamdok foi detido e transferido para um local não revelado após se recusar a emitir uma declaração em apoio ao golpe, disse o ministério da Informação, aparentemente ainda sob o controle dos partidários de Hamdok.

    No Twitter, o presidente francês Emmanuel Macron pediu a libertação imediata do primeiro-ministro sudanês e de membros civis do governo.

    “A França condena de forma veemente a tentativa de golpe de Estado no Sudão. Expresso o nosso apoio ao governo de transição do Sudão e apelo à libertação imediata e ao respeito pela integridade do Primeiro-Ministro e dos líderes civis”, escreveu Macron.

    A Alemanha também se posicionou por meio de publicação de seu ministro das Relações Exteriores, Heiko Maas. “Os relatos de outra tentativa de golpe no Sudão são preocupantes, e esse ataque será claramente condenado”, diz o comunicado assinado pelo ministro.

    “Convoco a todos os responsáveis pela segurança ou estado de ordem do Sudão que continuem na transição pacífica em direção à democracia, em respeito às pessoas. Essa tentativa de golpe precisa ser interrompido imediatamente”, complementa a nota alemã.

    Já o porta-voz da União Africana, Moussa Faki Mahamat, afirmou em comunicado que ficou sabendo “com grande preocupação” sobre a situação no Sudão. “O porta-voz pede pela liberação de todos os presos políticos e pelo necessário e rígido respeito aos direitos humanos”, afirma o comunicado.

    A União Europeia posicionou-se com uma publicação do chefe das Relações Exteriores do bloco, Josep Borell, que afirmou acompanhar a situação com atenção. “A UE urge aos líderes e parceiros regionais que ajudem a recolocar o processo de transição em trâmite”, afirmou.

    As Nações Unidas estão profundamente preocupadas com a possibilidade de um golpe em curso no Sudão e com tentativas de minar sua transição política. A declaração foi divulgada por Volker Perthes, representante especial da ONU para o país.

    O Ministério da Informação do Sudão disse que as forças militares prenderam membros civis do Conselho Soberano e membros do governo. Em um comunicado enviado à Reuters, pediu aos sudaneses “que bloqueiem os movimentos dos militares para impedir a transição democrática”.

    *Com informações da Reuters