Nações Unidas e políticos reagem a relatos de golpe militar no Sudão
Durante a manhã desta segunda-feira (25), o primeiro-ministro do Sudão, Abdalla Hamdok, foi colocado em prisão domiciliar e pediu que os sudaneses "ocupem as ruas para defender sua revolução”

As Nações Unidas estão profundamente preocupadas com a possibilidade de um golpe em curso no Sudão, segundo relatos desta segunda-feira (25), e tentativas de minar sua transição política. A declaração foi divulgada por Volker Perthes, representante especial da ONU para o país.
Enquanto isso, o vice-presidente do Movimento de Libertação do Povo do Sudão-Norte (SPLM-N), Yasir Arman, foi preso em sua casa, disse sua conta no Twitter na segunda-feira.
Arman foi conselheiro do primeiro-ministro Abdalla Hamdok depois que seu grupo insurgente assinou um acordo de paz em 2020 com as autoridades de transição e prometeu se integrar ao exército.
O membro do conselho soberano civil sudanês, Mohammed Hassan Eltaishi, também publicou em sua página oficial do Facebook que o aparente golpe militar nesta segunda-feira foi "tolice política" e que ele resistiria "até a última gota de sangue".
Primeiro-ministro preso
Durante a manhã desta segunda-feira (25), o primeiro-ministro do Sudão, Abdalla Hamdok, foi colocado em prisão domiciliar por “forças militares”. A informação, antecipada por alguns veículos de imprensa, foi confirmada pelo Ministério da Informação do país em um comunicado no Facebook.
“O primeiro-ministro sudanês Abdalla Hamdok, em uma mensagem de sua prisão domiciliar, pede aos sudaneses que participem do protesto pacífico e ocupem as ruas para defender sua revolução”, diz o post no Facebook. Há ainda informações de que Hamdok foi transferido para um local desconhecido.
Há relatos de que a capital do país, Cartum, estaria sem internet. Os voos do Aeroporto Internacional de Cartum também foram suspensos, disse uma fonte da Autoridade de Aviação Civil à CNN.
*Com informações da CNN Internacional.

