Avião cai na Índia: Especialista explica uso do “mayday” em acidentes
Ex-investigador do Cenipa esclareceu à CNN significado do pedido de socorro e sua importância em situações de emergência aérea
Uma aeronave da companhia Air India transportando 242 pessoas caiu na cidade de Ahmedabad, no oeste da Índia, nesta quinta-feira (12).
Segundo a diretoria-geral de Aviação Civil da Índia, o avião emitiu um pedido de socorro, também chamado de Mayday, ao Controle de Tráfego Aéreo logo após a decolagem.
Significado de "mayday"
Em entrevista à CNN, o coronel Rufino Ferreira, ex-investigador do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), explicou o uso do termo "mayday" em situações críticas durante voos.
Segundo o especialista, "mayday" é a palavra utilizada na aviação para expressar que a tripulação está enfrentando uma emergência do mais alto nível.
"No caso do mayday, na realidade é para expressar que a aeronave está necessitando realmente de auxílio, que a aeronave vai precisar ter todas as prioridades", esclareceu Ferreira.
O coronel também mencionou a existência de outro chamado, o "PAN-PAN", utilizado em situações de menor gravidade, quando se pede prioridade, mas a situação ainda não é crítica.
Procedimentos de emergência
Ferreira detalhou que, ao declarar "mayday", a infraestrutura aeroportuária deve estar com todos os seus recursos prontos para receber a aeronave que está enfrentando dificuldades. Isso inclui a preparação de equipes de resgate e serviços de emergência.
O especialista explicou que, em uma decolagem normal, os pilotos realizam uma série de verificações e procedimentos.
No entanto, em casos de emergência como o ocorrido na Índia, o pedido de "mayday" indica que a situação se tornou extremamente crítica rapidamente.
Importância da comunicação rápida
"O mayday não é capaz de interromper um acidente, mas ele já consegue que, com essa comunicação, todos os recursos já sejam colocados, que todas as atenções, todas as prioridades sejam dadas àquela aeronave", ressaltou Ferreira.
O ex-investigador enfatizou que o código é crucial para mobilizar recursos e minimizar possíveis consequências.
A rápida comunicação permite que as equipes de solo se preparem adequadamente para lidar com a situação de emergência.

