Azerbaijão troca 15 prisioneiros armênios por mapa com minas terrestres
Em meio a tratativas para cessar conflito, prisioneiros de guerra são fundamental para a Armênia, enquanto minas deixadas ainda causam baixas no Azerbaijão

O Azerbaijão disse neste sábado (12) que entregou 15 prisioneiros armênios em troca de um mapa detalhando a localização das minas terrestres em Agdam, região do país deixada pelas forças armênias após um acordo para encerrar do ano passado para encerrar o conflito entre os dois países.
Um cessar-fogo mediado pela Rússia interrompeu os combates que levaram à expulsão, pelo exército do Azerbaijão, das forças armênias das áreas que controlavam desde os anos de 1990 na região de Nagorno-Karabakh, próximo à divisa entre os dois países. Conflitos pontuais, porém, ainda continuaram acontecendo depois, apontando a fragilidade do acordo de trégua.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, saudou a devolução dos prisioneiros armênios e disse esperar que o movimento sirva de base para mais cooperação. "Continuamos pedindo o retorno de todos os detidos e estamos prontos para ajudar os países da região em seus esforços para continuar a cooperação e resolver as questões pendentes entre eles", disse Blinken em um comunicado.
O acordo de troca de prisioneiros, o primeiro do gênero entre os dois países, foi anunciado pelo Ministérios das Relaçoes Exteriores azeri.
Os prisioneiros de guerra são uma questão fundamental para a Armênia, enquanto as minas terrestres continuam a causar baixas no Azerbaijão. Dois jornalistas e um oficial local morreram na semana passada após a explosão de uma mina terrestre no distrito de Kalbajar, no Azerbaijão. O território havia sido desocupado pelos armênios em novembro.