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    Belarus diz que não deseja confronto e quer que UE acolha imigrantes

    União Europeia acusa Belarus de transportar milhares de imigrantes do Oriente Médio de avião e os induzir a entrar no bloco via Polônia, Lituânia e Letônia

    Criança imigrante perto da fronteira entre Belarus e Polônia, na região de Grodno, Belarus21/11/2021
    Criança imigrante perto da fronteira entre Belarus e Polônia, na região de Grodno, Belarus21/11/2021 REUTERS/Kacper Pempel

    Maria Kiselyova, Matthias Williams, Alan Charlish, Pawel Florkiewicz, Andrius Sytas, François Murphyda Reuters

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    O presidente Alexander Lukashenko disse nesta segunda-feira (22) que Belarus não quer confronto com a Polônia, mas que deseja que a União Europeia acolha dois mil dos imigrantes retidos em sua fronteira, e acrescentou que, se a crise se deteriorar “demais, a guerra é inevitável”.

    A UE acusa Belarus de transportar milhares de imigrantes do Oriente Médio de avião e os induzir a entrar no bloco via Polônia, Lituânia e Letônia para retaliar as sanções impostas pela UE a Belarus por Lukashenko ter reprimido protestos contra sua questionada reeleição no ano passado.

    Lukashenko nega fomentar a crise migratória, mas países da UE, incluindo a Alemanha, voltaram a rejeitar nesta segunda-feira seu apelo para que aceitem imigrantes no limbo da fronteira.

    No domingo, o primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, disse que a crise poderia ser um prelúdio de “algo muito pior”, e a guarda de fronteira da Polônia disse que forças bielorrussas continuam enviando imigrantes à divisa.

    Lukashenko disse que não quer que as coisas se agravem, segundo uma citação da agência de notícias estatal Belta.

    “Temos que chegar aos poloneses, a cada polonês, e lhes mostrar que não somos bárbaros, que não queremos confronto. Não precisamos disto. Porque entendemos que, se formos longe demais, a guerra é inevitável.”

    Conforme o plano proposto por Belarus, países do bloco, particularmente a Alemanha, receberiam cerca de dois mil imigrantes, enquanto o governo bielorrusso enviaria outros cinco mil imigrantes de volta para casa.

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