Biden conduz mulheres ao comando militar depois de adiamento na era Trump

Promoções de duas generais estavam previstas para acontecer na era Trump, mas o Pentágono resolveu adiar para evitar “turbulências” na relação com a Casa Branca

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos Foto: Reprodução/CNN (27.jan.2021)

Jason Hoffman e Barbara Starr, da CNN

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 O presidente Joe Biden anunciou, na segunda-feira (08), que nomeou duas mulheres generais como comandantes do Exército e da Força Aérea depois que suas promoções foram adiadas durante o governo Trump.

As nomeações das generais de quatro estrelas Jacqueline Van Ovost, da Força Aérea, e Laura Richardson, do Exército foram anunciadas no Dia das Mulheres. Van Ovost vai liderar o Comando de Transporte dos Estados Unidos e a Richardson, o Comando Sul dos Estados Unidos. Elas se tornarão as segunda e terceira mulheres a liderar um comando de combate se o Senado aprovar as nomeações.

Na Casa Branca, durante comentários no Dia Internacional da Mulher, Biden chamou Van Ovost e Richardson de “duas guerreiras e patriotas notáveis ??e extraordinariamente qualificadas”.

“Cada uma dessas mulheres tem carreira que demonstra habilidade incomparável, integridade e dever para com o país. Além disso, elas também ajudaram a abrir as portas para as mulheres em nossas forças armadas, deixando o caminho um pouco mais livre e mais promissor para todas as mulheres que seguem sua trajetória com bravura ao olhar para exemplos como esses”, disse o presidente.

Dois oficiais de defesa disseram à CNN na segunda-feira que as indicações de mulheres e outras indicações de oficiais do sexo masculino para promoção foram retiradas pelo Pentágono na era Trump porque estavam sendo apresentadas muito cedo para consideração do Congresso.

A CNN relatou anteriormente que as promoções femininas para generais de 4 estrelas foram adiadas por funcionários do Pentágono para depois da eleição presidencial de 2020 por medo da “turbulência” que poderia causar na Casa Branca durante a gestão de Donald Trump.

 Um alto funcionário próximo ao ex-secretário de Defesa Mark Esper disse a Jake Tapper, da CNN, no mês passado que a lista de oficiais chegava a meia dúzia e que havia preocupações de que outros na Casa Branca poderiam tentar impedi-los por uma razão ou outra – incluindo o fato de que as relações entre Esper e Trump, e entre o Pentágono e a Casa Branca, não andavam bem.

Na segunda-feira, Biden observou que Van Ovost voou no Força Aérea Dois quando o atual presidente atuou como vice de Obama, e também destacou o trabalho de Richardson como comandante geral do Exército Norte dos EUA, coordenando o pessoal médico militar destacado para ajudar na resposta ao coronavírus.

O presidente também falou sobre a necessidade de eliminar a agressão sexual e o assédio contra as mulheres nas forças armadas, chamando isso de “nada menos do que uma ameaça à nossa segurança nacional”.

“Este será um esforço de todos sob a minha administração para acabar com o flagelo da agressão sexual nas forças armadas”, disse ele.

O secretário de Defesa Lloyd Austin se dirigiu às indicações de Biden na segunda-feira, dizendo: “Hoje, você está nomeando para o comando combatente duas líderes militares extraordinárias, com experiência de vida que abrange quase 70 anos de serviço uniformizado em tempos de guerra ou de paz.”

“Você sabe que a diversidade de nossa nação nos torna mais fortes e a diversidade em nossas fileiras militares nos torna melhores na defesa do povo americano”, disse Austin.

A vice-presidente Kamala Harris também elogiou as nomeações com breves comentários, dizendo: “Embora tenham se passado apenas cinco anos desde que todos os empregos de combate foram abertos para as mulheres, as mulheres estiveram na linha de fogo, arriscando suas vidas para proteger nossa nação muito antes disso. “

Chandelis Duster, da CNN, contribuiu para esta reportagem.

Texto traduzido. Leia aqui a versão original em inglês.

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