Biden presta homenagem em funeral de policial morto na invasão ao Capitólio
O policial Brian Sicknick foi uma das vítimas da invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro, quando apoiadores de Trump contestaram o resultado da eleição

O presidente dos EUA, Joe Biden, fez uma visita noturna ao Capitólio nesta terça-feira (2) para prestar seus respeitos a Brian Sicknick, o policial do Capitólio morto quando partidários do ex-presidente Donald Trump invadiram o Congresso americano no mês passado.
Em uma cerimônia solene, os restos mortais cremados de Sicknick, que morreu de seus ferimentos no dia seguinte ao ataque de 6 de janeiro, chegaram na noite de terça-feira para serem homenageados na Rotunda do Capitólio até o meio-dia de quarta-feira.
Biden e sua esposa, Jill, estavam diante dos restos mortais com as mãos sobre o coração em uma homenagem silenciosa ao policial.
Os líderes democratas e republicanos do Congresso dos EUA compareceram à Rotunda para a cerimônia. Um por um, os colegas da Polícia do Capitólio de Sicknick se aproximaram do receptáculo contendo os restos mortais e saudaram. Os legisladores dos EUA devem ir ao local na manhã de quarta-feira.
Sicknick foi uma das vítimas do ataque ao Capitólio por centenas de partidários de Trump, após um discurso inflamado no qual o então presidente os instou a "lutar" contra a derrota eleitoral de Biden. Quatro outros morreram no incidente.
O cas levou ao segundo impeachment de Trump e na próxima semana ele enfrentará julgamento no Senado sob a acusação de incitar a insurreição. Os advogados de Trump argumentaram na terça-feira que os legisladores não podem legalmente impugnar um ex-presidente e ele mais uma vez alimentou alegações de fraude eleitoral.
Desde o século XIX, os caixões de cerca de três dúzias de americanos ilustres foram homenageados no Capitólio. Doze foram ex-presidentes que, juntamente com outros funcionários do governo, juízes e líderes militares.
Sicknick, que serviu na Guarda Nacional Aérea de Nova Jersey, ingressou na Polícia do Capitólio em 2008.