Blinken aconselha chanceler russo a saída diplomática da crise com Ucrânia

Blinken fez o alerta ao ministro Sergei Lavrov um dia depois de declarar que os Estados Unidos estão prontos para reagir resolutamente no caso de um ataque russo

Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, em reunião da Otan com ministros das Relações Exteriores, em Riga, Letônia
Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, em reunião da Otan com ministros das Relações Exteriores, em Riga, Letônia REUTERS/Ints Kalnins

Humeyra PamukAnna Ringstromda Reuters

Estocolmo

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O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, encontrou-se com o chanceler russo nesta quinta-feira (02) para alertá-lo pessoalmente para as “consequências graves” que a Rússia sofreria se invadisse a Ucrânia e para pedir que ele busque uma saída diplomática para a crise.

Blinken fez o alerta ao ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, em uma reunião em Estocolmo um dia depois de declarar que os Estados Unidos estão prontos para reagir resolutamente no caso de um ataque russo, inclusive com sanções duras.

“A melhor maneira de evitar a crise é através da diplomacia, e é isso que espero debater com Sergei”, disse Blinken aos repórteres antes da conversa com Lavrov.

Ele disse que tanto a Rússia quanto a Ucrânia deveriam cumprir suas obrigações com o processo de paz de Minsk de 2014, concebido para encerrar a guerra entre separatistas pró-Rússia e forças do governo ucraniano no leste da antiga República soviética.

Os EUA estão dispostos a facilitar isto, disse Blinken, mas “se a Rússia decidir buscar o confronto, haveria consequências graves”.

Lavrov disse aos repórteres que seu país está pronto para dialogar com a Ucrânia. “Nós, como o presidente [Vladimir] Putin afirma, não queremos quaisquer conflitos”, disse.

A Ucrânia é um grande ponto de atrito entre a Rússia e o Ocidente, cujas relações estão em seu pior momento nas três décadas transcorridas desde o fim da Guerra Fria. A Ucrânia diz que a Rússia reuniu mais de 90 mil soldados perto de sua longa fronteira comum.

Já os russos acusam o governo ucraniano de buscar seu próprio reforço militar. A Rússia descarta, considerando inflamatórias, as insinuações ucranianas de que está preparando um ataque, disse que não ameaça ninguém e defende seu direito de mobilizar soldados como bem entender.

Reportagem adicional de Niklas Polland e Johan Ahlander

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