Bloqueio dos EUA ao petróleo venezuelano sancionado segue em vigor no mundo

Governo americano também afirmou que Trump seguirá apreendendo petroleiros, apesar de tensões com Rússia e China

Da Reuters
Bomba de petróleo em Cabimas, Venezuela
Bomba de petróleo em Cabimas, Venezuela. 14 de outubro de 2022  • REUTERS/Issac Urrutia
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O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou nesta quarta-feira (7) que um bloqueio dos EUA ao petróleo venezuelano sancionado permanece em pleno vigor “em qualquer lugar do mundo”.

O presidente Donald Trump ordenou um “bloqueio” de todos os petroleiros de petróleo sancionados que entram e saem da Venezuela em 16 de dezembro.

Os EUA estão tentando apreender um petroleiro de bandeira russa com ligações com a Venezuela após uma perseguição de mais de duas semanas pelo Atlântico, disseram dois funcionários dos EUA à Reuters.

Casa Branca mantém apreensões

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta quarta que o presidente Donald Trump “não tem medo” de continuar apreendendo petroleiros sancionados, apesar das preocupações de que isso possa aumentar as tensões com a Rússia e a China.

“Ele vai aplicar a nossa política que é a melhor para os Estados Unidos da América”, disse ela a repórteres durante uma coletiva de imprensa. “Isso significa fazer cumprir o embargo contra todas as embarcações da chamada ‘frota fantasma’ que estejam transportando petróleo ilegalmente.”

As declarações de Leavitt ocorreram horas depois de os militares dos EUA assumirem o controle de dois petroleiros, incluindo um navio de bandeira russa que vinha sendo perseguido havia mais de duas semanas. Ela minimizou o risco de que isso provoque uma escalada entre os EUA e a Rússia, argumentando que Trump mantém um bom relacionamento com o presidente russo, Vladimir Putin.

“Acredito que esses relacionamentos pessoais vão continuar”, afirmou, acrescentando que Trump deixou claro que a apreensão de petroleiros sancionados é “a política desta administração, e ele não tem medo de implementá-la”.

[Com informações de Adam Cancryn, da CNN]