‘Bloqueios não podem continuar’, afirma Alto Comissário para a Paz da Colômbia

Segundo Miguel Ceballos, manifestações contra o governo estão se interpondo às necessidades garantidas pelos Direitos Humanos

Manifestantes participam de protesto contra pobreza e violência policial em Bogotá, Colômbia
Manifestantes participam de protesto contra pobreza e violência policial em Bogotá, Colômbia Foto: Luisa Gonzalez/Reuers

Beatriz Puente*, da CNN, no Rio de Janeiro

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O Alto Comissário para a Paz da Colômbia, Miguel Ceballos, disse nesta terça-feira (11) que os bloqueios das avenidas no país precisam acabar. Ceballos justifica que as interdições nas vias de acesso às cidades, feitas pelos manifestantes que protestam contra o governo, estão se interpondo às necessidades garantidas pelos Direitos Humanos.

As manifestações, reprimidas com violência e especialmente nas principais cidades, Bogotá, Medellín e Cali, já duram 13 dias. Segundo a Defensoria do Povo da Colômbia, são mais de 800 bloqueios em vias e ruas por toda a Colômbia.

“Os bloqueios não podem continuar. Eles estão se interpondo à necessidade de alimentos, acesso a medicamentos e segurança. É hora de nos unirmos e superar as dificuldades.”, afirmou o Alto Comissário.

A Defensoria do Povo da Colômbia informou que um corredor humanitário será aberto por 48 horas nesta terça-feira (11) no distrito em Cuaca. Os veículos transitarão em vias específicas para abastecer com alimentos, insumos médicos e combustível os municípios e a capital Popayán.

No pronunciamento em vídeo, Ceballos também afirmou que terá tolerância zero com qualquer violação da Constituição, mas ressaltou que a polícia e o exército colombiano merecem ser respeitadas e terem a vida protegida.

A Comissão da Paz do Senado da República iniciou, nesta terça-feira, as visitas aos locais de maior conflito para escutar as comunidades afetadas. O intuito da Comissão é fazer a mediação entre os manifestantes e o governo e garantir a permanência dos corredores humanitários em pontos de saída e entrada das cidades, que atenderão as necessidades da população. Representantes da Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos acompanharão a Comissão nas visitas.

No fim de semana, o presidente da Colômbia, Iván Duque, pediu o fim dos bloqueios e disse que tenta desarmar a crise por meio do diálogo com diferentes setores.

*estagiária sob supervisão de Maria Mazzei

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