Hamas diz que pedidos de desarmamento são inaceitáveis

Não ficou imediatamente claro se comentário de porta-voz do braço armado do grupo equivalia ‌a rejeição formal do plano apoiado pelos EUA

Da Reuters
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O braço armado do Hamas disse neste domingo que discutir ​o desarmamento do grupo antes que ​Israel implemente totalmente a primeira fase do cessar-fogo em Gaza, mediado pelos Estados Unidos, era uma tentativa de dar continuidade ao que chamou de genocídio contra o povo palestino.

Em uma declaração televisionada, o porta-voz do braço armado do Hamas, Abu Ubaida, disse ⁠que não seria ​aceito levantar a questão das armas "de maneira grosseira".

A questão ​do Hamas abrir mão de suas armas é um grande ⁠obstáculo nas negociações para implementar ⁠o plano do Conselho de Paz proposto pelo presidente ​dos ‌Estados Unidos, Donald Trump, para Gaza, com o objetivo de ⁠consolidar um cessar-fogo que interrompeu dois anos de combates em grande escala em outubro passado.

O Hamas disse aos mediadores que não discutirá ‌o ⁠desarmamento sem garantias ‌de que Israel sairá completamente de Gaza, disseram três fontes à Reuters na semana passada.

"O que o inimigo está tentando fazer ⁠hoje contra a resistência palestina, ⁠por meio de nossos irmãos mediadores, é extremamente perigoso", disse ele.

Ele disse que ‌as exigências de desarmamento "não passam de uma tentativa aberta de continuar o genocídio contra nosso povo, algo que não aceitaremos em nenhuma circunstância."

Não ficou imediatamente claro se os comentários equivaliam ‌a uma rejeição formal do plano de desarmamento apoiado pelos EUA, e as autoridades políticas do Hamas não responderam imediatamente ⁠aos pedidos de comentários.

A guerra entre o Hamas e Israel em Gaza teve início depois que combatentes do Hamas realizaram ​ataques no sul de Israel, provocando uma ofensiva israelense devastadora ​que deslocou grande parte da população de Gaza e deixou o enclave em ruínas.