Israel reitera planos para manter controle de partes do sul do Líbano
Ministro da Defesa, Israel Katz, disse que militares se posicionarão em uma zona de segurança dentro do país

O ministro da Defesa de Israel reiterou nesta terça-feira (31) os planos de manter o controle de partes do sul do Líbano após o término da atual operação na região. Israel Katz afirmou que os militares se posicionarão em uma zona de segurança dentro do país e manterão o controle de segurança sobre toda a área até o rio Litani, a cerca de 24 a 32 quilômetros ao norte da fronteira israelense.
Katz também disse em um vídeo divulgado nesta terça-feira (31) que as forças israelenses estão operando no sul do Líbano, onde “estão entrando nas aldeias com grande força, usando todos os meios, expulsando os militantes do Hezbollah, destruindo a infraestrutura terrorista ali estabelecida e as armas, e demolindo casas que são efetivamente usadas como postos avançados do Hezbollah”.
“Ao final da operação, as IDF (Forças de Defesa de Israel) se posicionarão em uma zona de segurança dentro do Líbano — ao longo da linha defensiva contra mísseis antitanque — e manterão o controle de segurança sobre toda a área até o rio Litani”, acrescentou.
O ministro reiterou ainda que os mais de 600 mil residentes do sul do Líbano que foram retirados ficariam “completamente proibidos de entrar ao sul do Litani até que a segurança dos residentes israelenses do norte seja garantida, e todas as casas em vilarejos próximos à fronteira no Líbano serão destruídas – seguindo o modelo de Rafah e Beit Hanoun em Gaza – a fim de eliminar permanentemente as ameaças na região da fronteira para os residentes do norte”.
Katz já comparou o plano de Israel para o sul do Líbano com o que fez em Rafah e Beit Hanoun, na Faixa de Gaza. As duas grandes cidades foram praticamente destruídas na guerra de Israel contra o Hamas, e as Forças de Defesa de Israel mantiveram presença na região mesmo após o cessar-fogo.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.



