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    Brasil deve ter 50% da matriz energética limpa em 2030, diz Bento Albuquerque

    Em reunião na COP26, ministro de Minas e Energia fez avaliação da emissão de gases do transporte e destacou papel dos biocombustíveis para meta brasileira

    Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em evento na COP26, em Glasgow
    Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em evento na COP26, em Glasgow Reprodução

    Giovanna GalvaniNicole Dinizda CNN

    em Brasília e São Paulo

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    O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que o Brasil deve ter 50% de sua matriz energética limpa até 2030 – uma evolução dos atuais 48%, classificados pelo ministro como “já impressionantes”.

    A declaração foi feita em uma participação do ministro no painel da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e da Raízen na COP26, em Glasgow, Reino Unido, nesta quarta-feira (3).

    Albuquerque não citou especificamente quais seriam as estratégias para alcançar o objetivo, mas destacou o papel dos biocombustíveis no setor do transporte.

    “Os biocombustíveis, em particular o etanol e biogás, cuja principal fonte também é a cana-de-açúcar, têm desempenhado e desempenharão um papel ainda mais significativo nos esforços de descarbonização do setor de transporte”, declarou.

    “Os produtos da cana-de-açúcar respondem atualmente por 19% da matriz energética brasileira, com participação do etanol, do bagaço, da bioeletricidade e do biogás”, complementou.

    Para o ministro, as discussões na COP26 estão mais “amadurecidas” em relação à COP25, que ocorreu em 2019 em Madri, na Espanha. “O mundo teve oportunidade de refletir nesses dois anos e se organizar melhor, mesmo com a pandemia, para esse evento de importância para o mundo”.

    Após o início da COP26, o Brasil atualizou sua ambição climática para um corte de 50% na emissão de gases em relação a 2005 em 2030. O país também foi signatário, junto a outras nações, de acordos envolvendo o fim do desmatamento ilegal até 2030 e a redução de 30% na emissão de metano também até o fim desta década.

    Albuquerque ainda argumentou que cada país precisa buscar “seus recursos naturais e suas vantagens competitivas” a fim de alcançar metas de descarbonização.

    “Eu tenho dito que cada país, cada região tem que considerar os seus recursos naturais, suas vantagens competitivas e fazer frutos delas para que possa alcançar as suas metas de descarbonização, principalmente desse processo de transição energética, onde não há tecnologia única, não uma única saída”, afirmou.

    Albuquerque é um dos ministros que compõem a comitiva do governo federal na COP26. Nesta quarta, o ministro tem na agenda uma reunião com o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, Dr. Fatih Birol, e encontros com acionistas “verdes”.

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