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    Brasil e China dizem que apoiam “todos os esforços” para solução pacífica na Ucrânia

    Nota conjunta dos governos foi publicada após encontro entre Lula e Xi Jinping no país asiático

    Na China, Lula questionou a dolarização da economia em abril
    Na China, Lula questionou a dolarização da economia em abril Ricardo Stuckert/PR

    Tiago Tortellada CNN

    em São Paulo

    Os governos de Brasil e China publicaram uma nota conjunta após o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Xi Jinping, na manhã desta sexta-feira (14), no horário de Brasília.

    Entre outros pontos abordados, como a soberania de Taiwan, o texto ressalta que ambos os países entendem que “diálogo e negociação são a única saída viável para a crise na Ucrânia“.

    Além disso, ressaltaram que “todos os esforços conducentes à solução pacífica” devem ser encorajados.

    Esse tema da diplomacia interessa também a outros países, como os Estados Unidos, a própria Ucrânia e a França — o presidente Emmanuel Macron se reuniu com Xi Jinping na semana passada.

    A China é um importante aliado da Rússia, servindo também como desafogo da economia russa, bombardeada por sanções desde o início da guerra.

    Por mais que não apoie militarmente e nem declare suporte público à investida no Leste Europeu, os chineses têm, por exemplo, se abstento em votações que condenem o país na ONU.

    Também é cobrado por parte do Brasil uma posição mais enfática de repúdio à guerra e à invasão, enviando, por exemplo, munições para a Ucrânia. O presidente Lula, porém, afirmou em entrevista à CNN que não forneceria os equipamentos, pois, assim, estaria “entrando na guerra”.

    “O Brasil recebeu positivamente a proposta chinesa que oferece reflexões conducentes à busca de uma saída pacífica para a crise. A China recebeu positivamente os esforços do Brasil em prol da paz”, pontua a nota conjunta.

    O texto também pede para que mais países “desempenhem papel construtivo” na busca por uma solução política e informa que Brasil e China irão manter contato sobre o assunto.

    Leia a declaração conjunta na íntegra nesta matéria.

    Taiwan “parte inseparável da China”

    Um tema ainda mais polêmico abordado na nota é a soberania de Taiwan. A China reivindica controle sobre a ilha, mesmo nunca tendo a governado.

    O encontro entre os presidentes, inclusive, aconteceu dias após exercícios militares ao redor de Taiwan.

    “A parte brasileira reiterou que adere firmemente ao princípio de uma só China, e que o governo da República Popular da China é o único governo legal que representa toda a China, enquanto Taiwan é uma parte inseparável do território chinês”, diz o texto.

    O encontro entre Lula e Xi Jinping ocorre poucos dias depois do encerramento de exercícios militares chineses ao redor da ilha de Taiwan.

    Pequim lançou os exercícios no sábado (8), um dia depois que a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, voltou de uma visita de 10 dias à América Central e aos Estados Unidos, onde se encontrou com o presidente da Câmara americana, Kevin McCarthy.

    *com informações de Fernanda Pinotti, da CNN