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    Somente países que não defendem a guerra podem criar comissão para discutir fim do conflito, diz Lula

    Na avaliação do presidente brasileiro, é preciso ter paciência para conversar com os líderes da Rússia e da Ucrânia

    Da CNN

    em São Paulo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (14), que somente países que não estão defendendo a guerra na Ucrânia poderiam criar uma comissão para discutir o fim do conflito.

    “Somente quem não está defendendo a guerra é que pode criar uma comissão de países e discutir o fim dessa guerra. É preciso ter paciência para conversar com o presidente da Rússia, é preciso ter paciência para conversar com o presidente da Ucrânia“, disse.

    Lula afirmou ainda que é preciso convencer os países que fornecem armas a pararem. Na avaliação dele, ambos os países estão com dificuldades para tomar decisões.

    “Mas é preciso, sobretudo, convencer os países que estão fornecendo armas e incentivando a guerra a pararem… Eu acho que estamos em uma situação em que os dois países estão com dificuldades de tomar decisões. Se os dois países estão com problema de tomar decisões, acredito que é preciso terceiros países, que mantenham boas relações com os dois, criarem condições de termos paz”, afirmou.

    As declarações foram feitas durante a viagem do presidente à China.

     

    Agenda em Pequim

    Nesta sexta-feira (14), o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o chinês Xi Jinping assinaram 15 acordos que envolvem os governos dos dois países.

    Além disso, também foram assinados outros 20 acordos comerciais entre empresas e entes públicos do Brasil e da China. Parte dos acordos já havia sido antecipada pelo analista da CNN Caio Junqueira.

    Entre as medidas entre os governos está um memorando de entendimento do Ministério da Fazenda com o Ministério das Finanças da China para a promoção de cooperação e colaboração de projetos de interesse mútuo, como parcerias público-privadas (PPPs), infraestrutura e captação de recursos.

    Já o encontro reservado entre Lula e Xi Jinping no no Grande Palácio do Povo, sede do governo chinês, foi muito além dos 15 minutos previstos, o que foi visto como um sinal positivo pela chancelaria brasileira.

    A reunião entre os líderes de Brasil e China durou mais de uma hora. Para os representantes diplomáticos do país, essa foi uma prova de que Lula e Xi tinham muito para debater, e não desperdiçaram essa oportunidade.

    A agenda contou ainda com uma declaração conjunta divulgada após o encontro entre os líderes em que o Brasil reitera considerar Taiwan como “parte inseparável do território chinês”.

    *Publicado por Pedro Zanatta, com informações de Américo Martins, da CNN.