Brasileiros votam na Cisjordânia e na Ucrânia; Veja imagens
Quase um milhão de eleitores cadastrados fora do país podem escolher apenas o presidente, inclusive em países com zonas de conflito

Brasileiros já começaram a votar em diferentes países neste domingo (4).
No total, 918.876 pessoas tem direito ao voto em trânsito fora no Brasil.
O analista sênior de Internacional da CNN, Américo Martins, destacou que, em uma eleição polarizada, esse contingente poderia, no limite, ser decisivo para o resultado. No exterior, os eleitores podem votar apenas para presidente.
Os maiores colégios eleitorais fora do Brasil são os Estados Unidos, com mais de 365 mil brasileiros, e Portugal, com mais de 134 mil — dos quais 78 mil votam apenas em Lisboa.
A votação também ocorre em regiões de conflito.
Segundo Américo Martins, 65 brasileiros podem votar na Ucrânia, 10 no Iraque e 45 no Irã.
Veja o local de votação em Kiev:
"Nós temos locais de votação num país democrático, muito organizado, mas também nos países em conflito", ressaltou o analista.
Na Cisjordânia, brasileiros votam em Ramallah.
Organização e logística no Reino Unido
Em Londres, no Reino Unido, o processo transcorre de forma organizada, com longas filas no local de votação instalado no West London College.
Américo acompanhou a votação diretamente da capital britânica e informou que mais de 37 mil brasileiros estão aptos a votar no Reino Unido — mais de 20 mil deles votando pela primeira vez no país. Além de Londres, há também um ponto de votação em Edimburgo, na Escócia.
Américo Martins descreveu as filas como "grandes, mas bem organizadas", sem registro de confusão. "Pelo contrário, tudo de maneira muito ordeira acontecendo", afirmou.
Para acomodar o grande número de eleitores, um colégio inteiro foi fechado e disponibilizado para a votação, com três salões abrigando as urnas eletrônicas. A dificuldade logística, no entanto, é um desafio recorrente para brasileiros que vivem no exterior.

No Reino Unido, por exemplo, apenas dois locais de votação estão disponíveis para todo o país, o que dificulta o deslocamento de eleitores que residem em cidades como Manchester e Liverpool. Esse fator contribui para os altos índices de abstenção normalmente registrados fora do Brasil.
**Com informações de Américo Martins


