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    Britânicos receberão 350 libras por mês para abrigar refugiados ucranianos

    Novo esquema, chamado "Casas para a Ucrânia", permitirá que refugiados da guerra cheguem ao país mesmo sem laços familiares

    Ponto de ajuda para refugiados da Ucrânia que foi inaugurado no Estádio Municipal Henryk Reymans. em Cracóvia, na Polônia
    Ponto de ajuda para refugiados da Ucrânia que foi inaugurado no Estádio Municipal Henryk Reymans. em Cracóvia, na Polônia NurPhoto via Getty Images

    Andrew MacAskillda Reuters

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    O Reino Unido pagará às pessoas para abrirem suas casas para ucranianos que fogem da invasão russa, enquanto o governo se move para desviar a raiva da população por sua resposta à crise de refugiados que mais cresce na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

    O novo esquema, chamado “Casas para a Ucrânia”, permitirá que refugiados da guerra venham para o Reino Unido mesmo que não tenham laços familiares, disse o governo neste domingo (13).

    O Reino Unido pagará às pessoas 350 libras (R$ 2.315,96) por mês se puderem oferecer aos refugiados um quarto ou propriedade vago por um período mínimo de seis meses.

    O primeiro-ministro Boris Johnson tentou retratar a Grã-Bretanha como um país ajudando a liderar a resposta global à invasão russa – que Moscou chama de “operação especial” -, mas seu governo enfrentou críticas por atrasos na aceitação de refugiados.

    Parlamentares de todos os principais partidos políticos atacaram a insistência do governo de que os ucranianos busquem vistos e testes biométricos antes de chegar ao Reino Unido, dizendo que isso prioriza a burocracia sobre o bem-estar daqueles que fogem da guerra.

    Sob o novo esquema, membros do público, instituições de caridade, empresas e grupos comunitários devem poder oferecer acomodações por meio de uma página da internet até o final da próxima semana, disse o governo.

    “O Reino Unido apoia a Ucrânia em seu momento mais sombrio e o público britânico entende a necessidade de colocar o maior número de pessoas em segurança o mais rápido possível”, disse Michael Gove, ministro da Habitação, em comunicado.

    “Peço às pessoas de todo o país que se unam ao esforço nacional e ofereçam apoio aos nossos amigos ucranianos. Juntos, podemos dar um lar seguro para aqueles que precisam desesperadamente”.

    Qualquer pessoa que ofereça um quarto ou casa terá que mostrar que a acomodação atende aos padrões e pode ter que passar por verificações de antecedentes criminais.

    O número de refugiados que fogem da Ucrânia pode aumentar para mais de 4 milhões, o dobro das estimativas atuais de cerca de 2 milhões, disse a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) na semana passada.

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