Câmara dos EUA aprova medida para limitar poderes de Trump em guerra no Irã
Com apoio de sete republicanos, esta é a terceira vez em que a casa autoriza a ação
A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou, na noite desta terça-feira (15), uma medida que exigiria que o presidente Donald Trump encerrasse a guerra contra o Irã, representando uma forte repreensão política à forma como o governo tem conduzido o conflito, poucas semanas antes das eleições de Meio de Mandado (Midterms).
A medida, liderada por democratas, contou com o apoio de sete republicanos. Esta é a terceira vez que a Câmara determina que Trump retire as tropas do Irã.
No entanto, os democratas argumentam que esta votação é a sua iniciativa mais importante até o momento, ocorrendo como uma das últimas votações da Casa antes das eleições de novembro.
Sete republicanos apoiaram a medida, um aumento em relação aos quatro votos republicanos registrados nas duas resoluções anteriores.
Oficialmente, os líderes republicanos da Câmara não pressionam seus membros a votar de uma forma ou de outra nessas resoluções. Contudo, Trump tem criticado duramente os republicanos que votaram contra ele nessa questão, deixando claro que encara o voto como uma espécie de teste de lealdade.
Uma das últimas tentativas do Congresso de restringir os poderes militares de Trump em relação ao Irã terminou de forma dramática: inicialmente, houve votos suficientes de republicanos no Senado para aprovar a medida, mas a pressão da Casa Branca acabou forçando um senador republicano a mudar seu voto.
Ainda não está claro se o Senado teria votos suficientes para aprovar a medida novamente, mas os democratas planejam tentar fazê-lo ainda esta semana.
Fora do Capitólio, os eleitores mostram-se cada vez mais céticos em relação às hostilidades com o Irã; segundo uma pesquisa da CNN, 67% das pessoas afirmam que as decisões de Trump sobre ações militares no Irã prejudicaram os EUA.
Os preços dos combustíveis estão subindo novamente, com o diesel ultrapassando a marca de 6 dólares por galão.
Ao longo de grande parte de 2026, os democratas têm pressionado seus colegas republicanos a se posicionarem oficialmente sobre as hostilidades do governo em relação ao Irã — conflito que, na prática, tornou-se a primeira guerra de partido único do país..



