Candidato presidencial do Peru é acusado de crimes financeiros
Roberto Sánchez, político de esquerda, pode avançar para o segundo turno contra a conservadora Keiko Fujimori

Um promotor peruano acusou o candidato presidencial de esquerda Roberto Sánchez de crimes financeiros, informou a agência de notícias local RPP nesta terça-feira (12), horas após as autoridades eleitorais terem dito que ele estava no caminho para avançar para o segundo turno das eleições do país.
O promotor pediu que Sánchez seja preso por cinco anos e quatro meses se condenado e solicitou que ele seja desqualificado como candidato, disse a RPP.
Sánchez foi "acusado dos supostos crimes de fazer declarações falsas em processos administrativos e falsificar informações sobre contribuições de campanha, com base em relatórios financeiros apresentados por seu partido em 2020 e 2021", informou a RPP.
A acusação foi feita depois que a contagem dos votos do primeiro turno da eleição presidencial do Peru, realizada no mês passado, mostrou o candidato de esquerda avançando para o segundo turno contra a rival conservadora Keiko Fujimori, com 99,76% das cédulas apuradas.
O resultado final da contagem de votos será anunciado até 15 de maio.
A RPP citou o advogado de Sánchez rejeitando a acusação e afirmando que o responsável pelos relatórios financeiros do partido era o tesoureiro da sigla, e não o candidato.
A agência de notícias disse ainda que um juiz decidirá em 27 de maio se Sánchez irá a julgamento.


