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    Capacidade bélica da Ucrânia dura mais dois dias, diz professor

    "Russos já destruíram mais de 1 mil unidades militares, 30 centros de comunicação e quase 40 sistemas de mísseis e 56 radares que alimentam o sistema ucraniano", explica Salvador Raza

    Douglas Portoda CNN

    em São Paulo

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    O professor de Defesa Nacional Salvador Raza declarou, nesta segunda-feira (28), em entrevista à CNN, que a capacidade bélica da Ucrânia deve durar apenas mais dois dias, e que a Rússia deve resistir por esse tempo para conseguir avançar.

    “A capacidade final da defesa ucraniana esgota em mais dois dias. Não há como passar de mais dois dias a capacidade residual bélica das forças armadas. Os russos já destruíram mais de 1 mil unidades militares, 30 centros de comunicação e quase 40 sistemas de mísseis e 56 radares que alimentam o sistema”, explicou Raza.

    “A Ucrânia está cega para movimentação aérea e com alguns sistemas antiaéreo ainda funcionando. Em dois dias se prevê que essa capacidade se esgota. Os americanos tentam empurrar com muita rapidez tentam colocar os mísseis stinger, não vai dar tempo de chegar, pela logística e autorização do Congresso. Do ponto de vista operacional, os russos têm que manter os esforços por mais dois dias, e a partir daí a capacidade ucraniana de resistir vai praticamente a zero”, continua.

    O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, autorizou, no último sábado (26), a liberação de US$ 350 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão) em assistência militar aos ucranianos.

    Anteriormente já haviam sido liberados US$ 60 milhões e US$ 250 milhões, colocando o total ao longo do último ano em mais de um bilhão de dólares, segundo uma autoridade do governo.

    Veja imagens do conflito entre Rússia e Ucrânia

    Entenda o conflito

    Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer desta quinta-feira (24), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país – acompanhe a repercussão ao vivo na CNN.

    Horas mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).

    O que se viu nas horas a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.De acordo com autoridades ucranianas, dezenas de mortes foram confirmadas nos exércitos dos dois países.

    Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.Esse ataque ao ex-vizinho soviético ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.

    Mapa da Ucrânia
    Mapa da Ucrânia com destaque para as regiões de Donetsk e Luhansk / Foto: Reprodução/CNN Brasil

    A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país.Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não tiveram êxito.

    A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.

    (*Com informações da Reuters e da CNN Internacional) 

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