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    Cardeal do Vaticano é acusado de assédio sexual em processo no Canadá

    Marc Ouellet é um dos possíveis candidatos para suceder o Papa Francisco após a morte ou renúncia do pontífice

    Cardeal deo Vaticano Marc Ouellet
    Cardeal deo Vaticano Marc Ouellet Reuters

    Ismail ShakilAllison LampertPhilip Pullellada Reuters

    O cardeal do Vaticano Marc Ouellet foi acusado de assédio sexual em um processo judicial no Canadá divulgada na terça-feira (16). Ele é o clérigo de mais alto escalão citado na ação coletiva contra a diocese católica de Quebec, disse o advogado das vítimas.

    O processo representa mais de 100 pessoas, incluindo menores, que foram supostamente abusadas sexualmente por 88 padres e funcionários que trabalham na diocese de Quebec, de acordo com um documento do tribunal e um comunicado à imprensa da empresa Arsenault Dufresne Wee, que ajuizou a representação.

    No processo, que corre no Tribunal Superior de Quebec, uma vítima anônima alega que Ouellet a tocou de forma inadequada, inclusive se esfregando em seus ombros e costas, além de ter feito comentários que a deixaram desconfortável.

    O documento afirma que as interações ocorreram entre 2008 e 2010, quando Ouellet era arcebispo de Quebec e chefe da diocese. Ela, então com 23 anos, trabalhava como estagiária. O cardeal não enfrenta acusações criminais.

    Ouellet agora dirige a Congregação para os Bispos do Vaticano, que aconselha o papa sobre quais padres devem ser feitos bispos. Ele está nas listas de possíveis candidatos para suceder o Papa Francisco após a morte ou renúncia do pontífice.

    Um dos dois cardeais canadenses residentes no Vaticano, ele acompanhou o Papa em sua viagem ao Canadá no mês passado.

    A queixa da mulher contra Ouellet foi apresentada diretamente ao Vaticano em 2021 e enviada ao padre Jacques Servais, um teólogo encarregado de investigar o assunto. A denunciante disse que ainda não tinha conhecimento de conclusões sobre o caso, disse o documento.

    A ação coletiva foi autorizada em maio para prosseguir. A em presa Arsenault infomrou que espera que o número de vítimas na ação coletiva cresça após a apresentação feita na terça-feira.

    Um porta-voz do Vaticano não respondeu a um pedido de comentário, e ligações feitas para a residência e escritório de Ouellet no Vaticano na noite de terça-feira (16) não foram atendidas.

    Um representante da diocese de Quebec não quis comentar o assunto. A Reuters não encontrou o advogado do cardeal até a última atualização desta reportagem.