"Centenas de mortos e feridos" no Líbano em ataque israelense, diz governo
Segundo Ministério da Saúde do Líbano, bombardeios atingem áreas civis em Beirute; Israel diz mirar bases do Hezbollah na maior operação contra o país

Centenas de pessoas morreram ou ficaram feridas nos ataques israelenses ao Líbano nesta quarta-feira (8), segundo o ministro da Saúde, Rakan Nassereddine, informou a Agência Nacional de Notícias do país (NNA).
Os bombardeios, considerados alguns dos mais intensos em Beirute nas últimas décadas, atingiram pelo menos três áreas da cidade, incluindo um ataque próximo ao calçadão central à beira-mar, analisaram jornalistas da CNN a partir de imagens divulgadas.
Beirute, cuja população é majoritariamente sunita e cristã, raramente é alvo de ataques israelenses.
Imagens mostram prédios destruídos no oeste da cidade, com grossas colunas de fumaça negra subindo para o céu, enquanto ambulâncias percorrem as ruas sem parar.
Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, pelo menos 1.530 pessoas já morreram e 4.812 ficaram feridas desde o início do conflito, números divulgados antes da onda mais recente de ataques.
Israel realiza maior operação militar no Líbano
O Exército de Defesa de Israel (IDF) anunciou nesta quarta-feira (8) que realizou a maior operação militar coordenada no Líbano desde o início do conflito, atingindo mais de 100 centros de comando e bases do grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã.
Segundo o IDF, os ataques ocorreram em Beirute, no Vale do Bekaa e no sul do país. “Grande parte das instalações atingidas ficava no coração de áreas civis, refletindo a exploração do Hezbollah de moradores libaneses como escudos humanos para proteger suas operações”, afirmou o Exército israelense.
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu destacou que o Líbano não está incluído no cessar-fogo de duas semanas mediado pelos Estados Unidos entre Israel e Irã.


