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    Chanceler venezuelano diz que Maduro está em “desvantagem” nas eleições

    Ministro afirmou que, “apesar das sanções”, as eleições presidenciais marcadas para 28 de julho não serão suspensas

    Presidente da Venezuela Nicolás Maduro em Caracas
    Presidente da Venezuela Nicolás Maduro em Caracas 4/12/2023 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

    Veronica Calderon

    O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, disse na quarta-feira (10) que o presidente Nicolás Maduro está em “clara desvantagem” rumo às eleições de 28 de julho, devido a sanções internacionais.

    “São eleições em que somos claramente distorcidos e prejudicados pelo candidato à reeleição (presidente Nicolás Maduro). Este Governo foi sujeito a uma política de sanções, a uma política de agressão (…) 936 sanções que estiveram no cerne do exercício do Governo”, disse Gil.

    O chanceler venezuelano disse ainda que “apesar das sanções” as eleições presidenciais marcadas para 28 de julho não serão suspensas.

    Gil informou que já são mais de 625 observadores eleitorais confirmados que vão acompanhar o desenrolar do pleito. Contudo, não haveria nenhum da União Europeia, já que o Conselho Nacional Eleitoral venezuelano revogou o convite a observadores do bloco em maio, após criticar a ratificação da maioria das sanções contra o país.

    Em reunião com o corpo diplomático credenciado na Venezuela, Gil definiu o sistema eleitoral venezuelano como um dos sistemas eleitorais “mais perfeitos” que existem.

    No entanto, a oposição apontou e denunciou diversas irregularidades.

    A deputada da oposição María Corina Machado, cuja candidatura foi desqualificada em janeiro pelo Tribunal Supremo Eleitoral da Venezuela, disse numa entrevista ao Oppenheimer Presenta em maio que “este é um terreno totalmente inclinado, aqui não há eleições limpas e livres, temos condições absolutamente adversas” e “um Conselho Nacional Eleitoral totalmente submisso ao regime.”

    O principal candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, expressou-se no mesmo sentido, afirmando que “estas eleições não se realizam com as garantias que uma eleição democrática deveria ter”.

    Este conteúdo foi criado originalmente em espanhol.

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