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    Chavismo diz que Brasil deveria ir à Venezuela para “aprender” a fazer eleições

    Afirmação vem após decisão do TSE e da Colômbia de não observar pleito presidencial de 28 de julho

    Diosdado Cabello em Caracas
    Diosdado Cabello em Caracas 28/2/2024 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

    Luciana Taddeoda CNN

    Buenos Aires

    O líder chavista Diosdado Cabello disse nesta segunda-feira (10) que o Brasil e a Colômbia “perdem” ao não observar o pleito presidencial venezuelano e deveriam aceitar o convite para observar as eleições do país para “aprender” a fazer eleições.

    “Eles perdem. Eles deveriam vir à Venezuela para ver como se faz uma eleição, para irem aprendendo como se faz uma eleição. Não é fácil aprender a fazer eleições”, disse ele, que é o vice-presidente da sigla chavista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

    A afirmação de Cabello foi em resposta a uma pergunta sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil e da Colômbia de não aceitarem o convite para enviar observadores para o processo eleitoral venezuelano.

    “Deveriam vir para aprender com o melhor CNE [Conselho Nacional Eleitoral] do mundo e com o melhor povo do mundo a fazer eleições. Quem quiser está convidado, desde que respeite as regras do órgão eleitoral”, afirmou.

    Líderes opositores também pedem que o TSE brasileiro e a Colômbia reconsiderem a decisão de não observar o processo eleitoral na Venezuela.

    Segundo a líder opositora María Corina Machado, ambos os países têm uma enorme oportunidade e responsabilidade, já que serão impactados se o desfecho do processo eleitoral derivar em instabilidade política ou migração de venezuelanos.

    Convidado, o TSE informou que não irá acompanhar as eleições no país. Já a Colômbia, por meio de sua chancelaria, disse que não houve tempo para preparar uma missão com as condições necessárias para observar as eleições no país vizinho.

    Há duas semanas, o CNE venezuelano retirou o convite para que a União Europeia envie observadores para as eleições presidenciais, devido à política de sanções do bloco contra o país e funcionários chavistas.

    A decisão vem sendo questionada pela oposição, já que o convite à UE é um dos pontos do Acordo de Barbados, assinado com o governo para que haja garantias políticas para as eleições.