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    Chefe da inteligência britânica diz que soldados russos estão descumprindo ordens

    Agência de espionagem do Reino Unido afirma que tropas da Rússia estão com a moral abalada e chegam até mesmo a sabotar os próprios equipamentos

    Tanques russos em Mariupol, na Ucrânia
    Tanques russos em Mariupol, na Ucrânia Foto: Carlos Barria/Reuters

    Da CNN

    O chefe da agência de espionagem britânica Government Communications Headquarters (GCHQ) afirmou nesta quarta-feira (30) que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, avaliou mal a situação na Ucrânia e que alguns soldados russos estão se recusando a cumprir ordens.

    Falando durante uma viagem a Canberra, na Universidade Nacional Australiana, Sir Jeremy Fleming, diretor do GCHQ do Reino Unido, disse: “cada vez mais parece que Putin julgou mal a situação. Está claro que ele julgou mal a resistência do povo ucraniano”.

    Fleming considerou que Putin superestimou as habilidades dos militares russos para garantir uma vitória rápida.

    “Vimos soldados russos — com falta de armas e moral abalada — se recusando a cumprir ordens, sabotando seu próprio equipamento e até derrubando acidentalmente sua própria aeronave”, disse ele sem especificar quando ou onde isso ocorreu.

    “Embora acreditemos que os conselheiros de Putin tenham medo de lhe dizer a verdade, o que está acontecendo e a extensão desses erros de julgamento devem ser claros para o regime”, pontuou.

    O chefe da agência de espionagem britânica também disse que o Centro Nacional de Segurança Cibernética observou “a intenção sustentada da Rússia de interromper o governo e os sistemas militares ucranianos” e viu indicadores sugerindo que os cibercriminosos da Rússia estão procurando alvos em países que se opõem às ações do Kremlin.

    Flemin também alertou que está “claro” que a Rússia está usando mercenários e combatentes estrangeiros para apoiar suas forças — incluindo o Grupo Wagner, uma organização paramilitar russa.

    “O grupo funciona como um ramo paralelo das forças armadas russas, fornecendo negação implausível para operações mais arriscadas”, disse Fleming, acrescentando que Wagner está agora preparado para enviar um grande número de funcionários à Ucrânia para lutar do lado russo.

    “Eles estão procurando realocar forças de outros conflitos e recrutar novos combatentes para aumentar os números”, disse o britânico, “esses soldados provavelmente serão usados ​​como bucha de canhão para tentar limitar as perdas militares russas”.

    Sobre o papel da China, Fleming disse que há riscos tanto para o país asiático quanto para a Rússia caso os dois governos decidam se alinhar muito de perto no conflito na Ucrânia.

    “A Rússia entende que, a longo prazo, a China se tornará cada vez mais forte militar e economicamente. Alguns de seus interesses entram em conflito; a Rússia pode ser excluída da equação”, concluiu.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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