China e Paquistão pedem “cessar-fogo imediato” na guerra no Oriente Médio
Países pediram passagem segura de navios comerciais e civis através do Estreito de Ormuz

A China e o Paquistão pediram nesta terça-feira (31) um “cessar-fogo imediato” e negociações de paz para resolver a guerra no Irã, após um encontro de autoridades dos dois países em Pequim.
Os países pediram que todas as partes do conflito garantam a passagem segura de navios comerciais e civis através do Estreito de Ormuz e “protejam a segurança dos navios e tripulações” presos na rota marítima, que é um dos pontos de estrangulamento críticos da economia global.
“A China e o Paquistão pedem o fim imediato das hostilidades e maiores esforços para evitar que o conflito se espalhe”, afirmaram os ministérios das Relações Exteriores de ambos os países, em uma declaração conjunta.
“A soberania, a integridade territorial, a independência nacional e a segurança do Irã e dos Estados do Golfo devem ser protegidas”, acrescentaram.
A declaração foi feita após uma reunião entre Ishaq Dar, ministro das Relações Exteriores do Paquistão, e o chanceler chinês, Wang Yi, durante a qual discutiram o conflito que se agrava no Oriente Médio.
O Paquistão emergiu como um mediador chave, aproveitando os laços cordiais com o Irã e os EUA para transmitir o plano de 15 pontos de Washington a Teerã. O Paquistão também organizou uma reunião com a Arábia Saudita, o Egito e a Turquia no fim de semana para discutir o conflito.
Na última declaração, o Paquistão e a China pediram que todas as partes parem imediatamente de atacar civis e “infraestruturas críticas, como energia, dessalinização, instalações elétricas e instalações nucleares pacíficas”.


