Navios de Paquistão, China e Índia cruzam Estreito de Ormuz

Embarcações atravessam canal estratégico, mas tráfego ainda fica abaixo dos níveis anteriores ao conflito no Oriente Médio

Tim Lister, da CNN
Compartilhar matéria

Mais navios voltaram a passar pelo Estreito de Ormuz, segundo dados do serviço de rastreamento marítimo Marine Traffic, mas o volume ainda era bem menor do que antes do início do conflito no Oriente Médio.

No fim de semana passado, o Paquistão anunciou que o Irã permitiria a passagem de 20 embarcações com bandeira paquistanesa por essa rota estratégica.

O ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar, afirmou na rede X que dois navios atravessariam por dia e acrescentou: “É um gesto positivo e construtivo do Irã, que merece reconhecimento”.

O Paquistão tem tentado atuar como mediador entre os Estados Unidos e o Irã para ajudar a encerrar o conflito. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ao Financial Times que o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, “autorizou a passagem dos navios (paquistaneses) para mim”.

O Irã não comentou especificamente essa declaração.

Em paralelo, dois grandes navios porta-contêineres chineses conseguiram cruzar o Estreito na segunda-feira (30), de acordo com o Marine Traffic, e agora seguem em direção ao Porto Klang, na Malásia.

Na semana passada, o serviço informou que várias embarcações conseguiram acessar o Oceano Índico navegando próximas à costa iraniana.

“Aparentemente, o Irã está adotando uma estratégia calibrada no Estreito de Ormuz, permitindo a passagem seletiva de navios como forma de sinalização estratégica, em vez de interromper totalmente o tráfego”, avaliou o Marine Traffic.

Entre os navios que cruzaram o Estreito no fim de semana, segundo o Marine Traffic, estavam dois grandes cargueiros indianos transportando gás liquefeito de petróleo (GLP), produto que tem enfrentado escassez na Índia.

A passagem ocorreu após um acordo firmado entre Irã e Índia, duas semanas atrás, que permitiu a travessia de dois petroleiros indianos pela região. O Irã segue afirmando que o Estreito continua aberto para embarcações que não estejam ligadas a países alinhados aos Estados Unidos ou a Israel.