China pede resolução política para crise entre Rússia e Ucrânia

Presidente Xi Jinping ligou para o presidente francês, Emmanuel Macron, nesta quarta

Yew Lun Tian, da Reuters, Pequim
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O presidente da China, Xi Jinping, pediu uma resolução política para a crise na Ucrânia em um telefonema com o presidente francês, Emmanuel Macron, nesta quarta-feira (16), informou a mídia estatal chinesa.

Xi encorajou todas as partes envolvidas a resolver a crise por meio do diálogo e o uso de plataformas multilaterais, incluindo o formato Normandia, grupo informal criado por diplomatas franceses, alemães, russos e ucranianos em 2014.

O líder chinês também disse a Macron que a China apoiará mais bancos e instituições financeiras francesas a participar do sistema de pagamento transfronteiriço de Yuan, afirmou a estatal. Ambos os líderes também concordaram em aprofundar a cooperação entre as companhias aéreas.

Entenda os motivos da tensão entre os dois países

As tensões entre a Ucrânia e a Rússia estão em seu ponto mais alto dos últimos anos. O exército russo reuniu mais de 130 mil soldados perto da fronteira ucraniana nas últimas semanas.

Os Estados Unidos e demais países-membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) acusam a Rússia de planejar um ataque contra a Ucrânia e apontam um crescente acúmulo de forças militares nas fronteiras.

Os russos, por sua vez, negam que haverá uma invasão, mas pedem que a Otan afaste-se da Ucrânia e de suas intenções de tornar o país fronteiriço mais um de seus membros na Europa.

Na terça-feira (15), algumas tropas nos distritos militares da Rússia adjacentes à Ucrânia retornaram às suas bases depois de completar os exercícios, como informou o Ministério da Defesa russo.

Qual é a situação atual na fronteira?

Os Estados Unidos e a Otan descreveram os movimentos e concentrações de soldados dentro e ao redor da Ucrânia como “incomuns”.

Os serviços de inteligência norte-americanos estimaram que a Rússia poderia começar ataques antes do final dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, que terminam em 20 de fevereiro.

A Rússia criou pontos de pressão em três lados da Ucrânia – na Crimeia, ao sul, no lado russo da fronteira entre os dois países e em Belarus, ao norte.