Clima extremo pode se tornar cada vez mais comum na Europa, diz meteorologista

Em entrevista à CNN nesta segunda (18), o coordenador do Centro de Desastres Naturais, Marcelo Seluchi, comentou a onda de calor que atinge o continente

Lucas Schroeder e Thiago Félix, da CNN, em São Paulo
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O coordenador do Centro de Desastres Naturais, Marcelo Seluchi, afirmou em entrevista à CNN nesta segunda-feira (18) que "temperaturas extremas devem ser recorrentes no futuro", ao comentar a onda de calor que atinge a Europa.

"Essa situação pode se tornar cada vez mais provável porque a temperatura do planeta está aumentando. Os relatórios e pesquisas apontam que o norte europeu será umas das regiões mais afetadas", disse Seluchi.

"O que ocorre na Europa nesse momento é o estabelecimento de uma área de alta pressão atmosférica muito intensa e com longa duração, que provoca céu claro e ausência de precipitação", afirmou.

O coordenador explicou que, com mais horas de sol e noites mais curtas, o "aquecimento durante o dia é maior que o esfriamento à noite" no continente. Como a situação tem perdurado, Seluchi apontou que "cada dia a temperatura tem subido um pouco mais".

O ar quente e seco que chega na Europa vindo do deserto do Saara também é um dos fatores que ajuda a explicar o clima extremo, de acordo com Seluchi.

Veja a íntegra acima.