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    Com Brasil a favor, ONU exige que Israel seja responsabilizado por crimes em Gaza

    Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou nova resolução nesta sexta-feira (5); israelenses dizem que medida beneficia o Hamas

    Bandeira da ONU hasteada durante evento do Conselho dos Direitos Humanos na sede da organização em Genebra, Suíça.
    Bandeira da ONU hasteada durante evento do Conselho dos Direitos Humanos na sede da organização em Genebra, Suíça. REUTERS/Denis Balibouse

    Gabrielle Tetrault-Farberda Reuters em Genebra, Suíça

    O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou nesta sexta-feira (5) uma resolução pedindo que Israel seja responsabilizado por possíveis crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza, embora Israel a considere um “texto distorcido”.

    Vinte e oito países votaram a favor, incluindo o Brasil, 13 abstiveram-se e seis opuseram-se à resolução, incluindo os Estados Unidos e a Alemanha. A adoção levou vários representantes ao Conselho a aplaudir.

    A resolução destacou “a necessidade de garantir a responsabilidade por todas as violações do direito internacional humanitário e do direito internacional dos direitos humanos, a fim de acabar com a impunidade”.

    Também expressou “grande preocupação com relatos de graves violações dos direitos humanos e graves violações do direito humanitário internacional, incluindo possíveis crimes de guerra e crimes contra a humanidade no Território Palestino Ocupado”.

    Meirav Eilon Shahar, representante permanente de Israel nas Nações Unidas em Genebra, acusou o Conselho de ter “abandonado por muito tempo o povo israelense e defendido por muito tempo o Hamas”.

    “De acordo com a resolução que está diante de vocês hoje, Israel não tem o direito de proteger seu povo, enquanto o Hamas tem todo o direito de assassinar e torturar israelenses inocentes”, disse ela antes da votação. “Um voto ‘Sim’ é um voto para o Hamas.”

    Os Estados Unidos se comprometeram a votar contra a resolução porque não continha uma condenação específica do Hamas pelos ataques de 7 de outubro, nem “qualquer referência à natureza terrorista dessas ações”.

    No entanto, disse que seu aliado Israel não fez o suficiente para mitigar os danos aos civis.

    “Os Estados Unidos têm repetidamente instado Israel a retirar do conflito operações militares contra o Hamas e começar operações humanitárias, a fim de evitar vítimas civis e garantir que os atores humanitários possam realizar sua missão essencial em segurança” disse Michèle Taylor, representante permanente dos EUA no Conselho.

    “Isso não aconteceu e, em apenas seis meses, mais humanitários foram mortos neste conflito do que em qualquer guerra da era moderna.”

    O Conselho de Direitos Humanos da ONU, que se reúne várias vezes por ano, é o único órgão intergovernamental destinado a proteger os direitos humanos em todo o mundo. É capaz de aumentar o controle dos registros de direitos humanos dos países e autorizar investigações.