Comissão de Direitos Humanos condena prisão de ex-embaixador da Nicarágua

Edgard Parrales, crítico do presidente Daniel Ortega reeleito pela quarta vez consecutiva este ano, foi detido após falar sobre saída do país da OEA

Daniel Ortega, presidente da Nicarágua
Daniel Ortega, presidente da Nicarágua Oswaldo Rivas - 5.nov.2017/Reuters

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A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), por meio do Mecanismo Especial de Acompanhamento da Nicarágua (Meseni), condenou na segunda-feira (22) a prisão do ex-embaixador da Nicarágua na Organização dos Estados Americanos (OEA) e analista político Edgard Parrales “após dar entrevistas à mídia sobre a saída do país da OEA”, escreveu a entidade nas redes sociais.

O Ministério das Relações Exteriores da Nicarágua anunciou na sexta-feira passada a “retirada definitiva” da OEA, em face do que o governo considera ações intervencionistas da organização, que declarou ilegítima as eleições de 7 de novembro, em que o presidente Daniel Ortega conseguiu seu quarto mandato consecutivo com 75,87% dos votos, segundo o Conselho Supremo Eleitoral.

Por sua vez, a presidente do Centro de Direitos Humanos da Nicarágua (Cenidh), Vilma Núñez de Escorcia, compartilhou em suas redes sociais um áudio em que denuncia a prisão do analista político Parrales por duas pessoas vestidas de civis.

A Polícia Nacional não reagiu a esta reclamação. A CNN contatou o escritório de relações públicas, mas ainda não recebeu uma resposta.

Em uma segunda mensagem publicada na tarde de segunda-feira (22), o presidente do Cenidh expressou a preocupação dos familiares sobre a possível deterioração da saúde de Parrales, que deve seguir uma dieta alimentar e um tratamento especial.

“Sua vida corre perigo se você não comer o que deveria e tomar seus remédios”, alertou Núñez.

(*Esse texto foi traduzido. Clique aqui para ler original em espanhol)

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