Comitê dos EUA intima Bill e Hillary Clinton para depor sobre caso Epstein
Painel também intimou o Departamento de Justiça para obter arquivos e informações relacionadas ao criminoso sexual
O Comitê de Supervisão da Câmara dos Estados Unidos emitiu intimações ao Departamento de Justiça e a figuras importantes dos partidos Democrata e do Partido Republicano para obter arquivos e informações relacionadas a Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado que morreu na prisão.
Ao todo, 10 pessoas foram intimadas para depoimentos a portas fechadas entre agosto e outubro:
- Hillary Clinton, ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama
- Bill Clinton, ex-presidente
- Merrick Garland, ex-procurador-geral
- William Barr, ex-procurador-geral
- Jeff Sessions, ex-procurador-geral
- Loretta Lynch, ex-procuradora-geral
- Eric Holder, ex-procurador-geral
- Alberto Gonzales, ex-procurador-geral
- James Comey, ex-diretor do FBI
- Robert Mueller III, ex-conselheiro especial.
O comitê, que é liderado pelos republicanos, intimou os seis ex-procuradores-gerais e dois ex-diretores do FBI, a agência federal de investigações dos EUA, para falarem sobre o período em que lideraram o Departamento de Justiça e o FBI.
Já a intimação ao Departamento de Justiça exige que o órgão forneça ao Congresso todos os arquivos de Epstein que estão em sua posse, com os nomes das vítimas omitidos.
Também exige as comunicações entre ex-funcionários do governo de Joe Biden e o Departamento de Justiça relacionadas ao caso.
A CNN está entrando em contato com as pessoas que foram intimadas.
Exigências sobre o caso Epstein crescem nos EUA
Exigências por mais informações sobre Epstein agitaram o Congresso dos Estados Unidos nas últimas semanas.
A intimação acontece após pressão contra o presidente da Câmara, Mike Johnson, que tentou conter os esforços do Congresso para a divulgação dos chamados "arquivos Epstein", argumentando que o governo do presidente Donald Trump deveria ter tempo para agir sobre a questão.
O comitê também intimou Ghislaine Maxwell para um depoimento – embora tenha concordado recentemente em adiar a oitiva até que a Suprema Corte dos EUA analise um recurso pendente da condenação dela.
Maxwell foi condenada a 20 anos de prisão federal em 2022 por executar um esquema com Epstein para aliciar e abusar sexualmente de meninas menores de idade.
Ela solicitou à Suprema Corte que acate seu recurso e anule sua condenação de tráfico sexual.
O presidente da Comissão de Supervisão da Câmara, James Comer, emitiu as intimações nesta terça-feira (5), depois que três republicanos se uniram aos democratas em uma votação na subcomissão no final do mês passado para liberar os arquivos.
Com o aumento da pressão, Mike Johnson fechou a porta para a possibilidade de uma votação na Câmara sobre a divulgação de informações sobre Epstein antes do recesso de agosto e decidiu enviar os legisladores para casa mais cedo, depois que ficou claro que a pressão não iria desaparecer.
O presidente da Câmara afirmou que apoia a transparência e argumentou que o governo Trump deveria ter espaço para lidar com o assunto antes que o Congresso intervenha, apontando para a pressão da Casa Branca para tornar públicos os materiais do grande júri relacionados ao caso.


