Trump diz que quer liberar todos os arquivos sobre caso Epstein

O líder dos EUA também deixou a porta aberta para conceder perdão a Maxwell

Kit Maher, da CNN
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (1º) que quer "liberar tudo" nos arquivos de Jeffrey Epstein, mas não quer que pessoas que não são culpadas sejam "feridas" por associação.

"Gostaríamos de liberar tudo, mas não queremos que as pessoas se machuquem que não deveriam ser feridas, e eu suponho que foi por isso que ele estava lá", disse Trump em entrevista à Newsmax.

O líder americano afirmou que não falou com o vice-procurador-geral Todd Blanch sobre seus encontros com Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein e acusada de participar esquema de abuso sexual de menores, e acrescentou que não sabe quando a informação sobre o caso será tornada pública.

Questionado se o perdão estava sendo cogitado em troca do testemunho de Maxwell, Trump disse: "Tenho o direito de conceder indultos. Já dei indultos a pessoas antes, mas ninguém me pediu para o fazer".

 

A CNN informou anteriormente que um alto funcionário do governo Trump afirmou que o presidente não está atualmente considerando perdão para Maxwell, embora Trump tenha repetidamente deixado a porta aberta sobre o assunto nas últimas semanas.

A Casa Branca enfrenta pressão por transparência no caso Epstein.

No entanto, o Departamento de Justiça americano afirma não haver novidades nos arquivos, posição que tem gerado crescente questionamento, inclusive entre os apoiadores mais fiéis do presidente americano Donald Trump.

A situação ganhou nova dimensão após a revelação de que o republicano consta nesses documentos, fato que foi comunicado a ele em maio pela procuradora-geral Pam Bondi.