Condições dificultam resgate e reconstrução após enchentes no Nepal
Mais de 900 pessoas morreram e 4 mil estão desaparecidas no Nepal e na China; equipes enfrentam áreas isoladas e risco de novos deslizamentos

As condições adversas na região do Himalaia dificultam os esforços de resgate e reconstrução após os deslizamentos que atingiram a fronteira entre Nepal e China na quarta-feira (26). O número de mortos confirmados nos dois países já ultrapassa 900, enquanto a quantidade de desaparecidos no Nepal disparou para mais de 4 mil.
Autoridades dos dois países intensificaram as operações de emergência na região, onde o rápido aumento das temperaturas, agravado por fatores como a crise climática provocada pela ação humana, elevou o risco de colapsos de geleiras e tornou as condições de vida das comunidades locais mais imprevisíveis.
O número de desaparecidos no Nepal chegou a 4.247, incluindo 590 estrangeiros de 39 países, segundo a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres. O número representa um forte aumento em relação ao domingo (30), quando 2.502 pessoas eram consideradas desaparecidas.
O número de mortos no Nepal subiu para 903, ante 788 registrados anteriormente. Na China, havia 16 mortes confirmadas até domingo. Somados, os dois países registram 919 mortos.
O governo nepalês ampliou as equipes de emergência em cerca de 20 mil pessoas, segundo uma parlamentar ouvida pela CNN. As autoridades também começaram a organizar equipes especializadas para diferentes necessidades, incluindo o resgate de centenas de pessoas que podem estar presas em túneis de usinas hidrelétricas.
Na China, equipes de resgate foram vistas retirando água carregada de sedimentos de uma rodovia nacional que leva a uma cidade fronteiriça rural que conecta os dois países. As imagens foram divulgadas pela emissora estatal chinesa CCTV.
Analistas chineses também identificaram oito pontos de “alto risco de desastres geológicos” nas proximidades do porto de Gyirong, na fronteira com o Nepal. As fortes chuvas e o solo encharcado aumentam o risco de novos deslizamentos na região.


