Mortes no Nepal sobem para 939; número de desaparecidos cai
Novo balanço registra 20 mortes a mais e redução de mais de 300 desaparecidos em relação aos números divulgados anteriormente nesta segunda-feira

O número de mortos pelas catastróficas enchentes da semana passada na região da fronteira entre Nepal e China chegou a 939 no Nepal, informou nesta segunda-feira (31) a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres (NDRRMA).
O balanço anterior, divulgado mais cedo, registrava 903 mortos no país. Na China, foram encontrados 16 corpos até este domingo (30).
O número de desaparecidos no Nepal, por outro lado, caiu para 3.925, segundo a atualização mais recente da NDRRMA. Mais cedo nesta segunda-feira, o país registrava 4.247 desaparecidos, incluindo 590 cidadãos estrangeiros de 39 países.
No domingo, eram 2.502 pessoas dadas como desaparecidas no Nepal. As autoridades chinesas informaram, também no domingo, que 546 pessoas estavam desaparecidas.
Nos dois lados da fronteira, o balanço anterior apontava 919 mortos e 4.793 desaparecidos.
As equipes de emergência no Nepal resgataram 10.451 pessoas, segundo a atualização divulgada nesta segunda-feira.
Áreas atingidas por enchentes no Nepal estão isoladas
Seis dias após as devastadoras enchentes repentinas na fronteira do Nepal com a China, as equipes nepalesas de emergência “não perderam a esperança de encontrar mais sobreviventes”, diante do desafio perigoso imposto pelo terreno acidentado, afirmou uma parlamentar à CNN.
“Ainda estamos muito envolvidos nas operações de busca e resgate”, disse Sumnima Udas, que também foi correspondente internacional da CNN. “Mas o terreno é extremamente desafiador, especialmente na região de Rasuwa, que é o epicentro... e continua completamente isolada.”
“Os helicópteros literalmente precisam fazer fila para entrar, um por um... porque a região é cheia de cristas e desfiladeiros muito estreitos”, explicou. “O terreno também se tornou muito pantanoso, então equipamentos pesados não conseguem chegar a muitas dessas áreas.”
Muitas áreas dos distritos de Nuwakot e Rasuwa, fortemente atingidos, ficaram inacessíveis devido à enorme quantidade de detritos, afirmou David Fisher, que chefia a delegação da Federação Internacional da Cruz Vermelha no Nepal.
“Somente ontem uma estrada foi reaberta, mas é uma estrada muito difícil. Ela não comporta caminhões. Algo que normalmente levaria duas horas leva 14, mas pelo menos há uma passagem”, disse ele à CNN nesta segunda-feira.
O governo nepalês aumentou o efetivo empregado nas operações de resgate, chegando a cerca de 20 mil agentes, enquanto equipes da China, Coreia do Sul e Índia chegaram para ajudar, afirmou Udas.
Nepal tem centenas de trabalhadores desaparecidos em construção de usinas
As autoridades nepalesas estão priorizando o resgate de centenas de pessoas que podem estar presas em túneis de usinas hidrelétricas.
“Há uma quantidade enorme de detritos, lama e sedimentos dentro desses túneis. Por isso, eles estão tendo que abrir passagem com explosivos em alguns desses túneis mais abaixo. Dezenas de equipes estão trabalhando para identificar e recuperar os corpos”, disse ela.
Uma operação emergencial está em andamento em alguns dos locais para procurar possíveis sobreviventes que possam estar presos dentro dos túneis dos projetos hidrelétricos.
Uma lista compilada pela Associação de Produtores Independentes de Energia do Nepal (IPPAN) detalha o número de pessoas desaparecidas nos diversos projetos hidrelétricos afetados pelas enchentes, com dados de sábado.
Pelo menos 933 trabalhadores estão desaparecidos nos projetos, segundo a agência de desastres do país. A lista divulgada, porém, apresenta um total ligeiramente menor, de 898 pessoas.
No projeto Trishuli-3A, um buraco foi aberto em um túnel para permitir que os socorristas tenham acesso ao local e localizem possíveis pessoas presas no interior.
Com informações de Bhadra Sharma e Todd Symons, da CNN



