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    Contatos com Israel e EUA dão esperança para saída de brasileiros de Gaza até 5ª, dizem integrantes do governo

    Desde o fechamento e reabertura da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, o governo brasileiro tem evitado trabalhar com prazos

    Palestinos indo em direção à passagem de Rafah, na fronteira com o Egito
    Palestinos indo em direção à passagem de Rafah, na fronteira com o Egito Reuters

    Thais Arbex

    Integrantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que estão acompanhando as negociações para a saída dos brasileiros da Faixa de Gaza disseram à CNN, na tarde desta terça-feira (7), que as mais recentes gestões diplomáticas do Brasil dão esperança de que o grupo possa deixar a região do conflito Israel-Hamas até quinta-feira (9).

    Eles fazem referência, especificamente, aos contatos do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, com seu homólogo israelense, Eli Cohen, e do chefe da assessoria internacional da Presidência da República, Celso Amorim, com o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan.

    Nas duas ligações, o governo do Brasil manifestou incompreensão sobre os critérios utilizados para a inclusão de países autorizados a retirar seus cidadãos da Faixa de Gaza e também demonstrou preocupação com a situação dos brasileiros.

    Vídeo — EUA alertam Israel contra ocupação de Gaza

    Na semana passada, Vieira disse ter recebido de Cohen a indicação de que o grupo poderia deixar a região até esta quarta (8).

    No sábado (4), Amorim consultou Sullivan sobre a possibilidade de o governo de Joe Biden ajudar no processo em relação aos brasileiros. A ideia era que a preocupação do Brasil chegasse também a Benjamin Netanyahu.

    Desde o fechamento e reabertura da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, o governo brasileiro tem evitado trabalhar com prazos.

    Nesta terça (7), brasileiros que aguardam repatriação em Gaza afirmaram à CNN terem sido avisados que podem atravessar a fronteira com o Egito nesta quarta-feira (8).

    O Itamaraty, no entanto, ainda não confirma a data. Ao todo, 34 pessoas pediram ao governo brasileiro para serem repatriadas. São 24 brasileiros e 10 palestinos que têm relações familiares com o grupo.