Coreia do Norte diz que ainda há esperança para paz e cúpula com Coreia do Sul

Irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un disse que o país pode considerar a realização de uma cúpula intercoreana

Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, falou sobre relação com Coreia do Sul
Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, falou sobre relação com Coreia do Sul Korea Summit Press Pool/Reuters

Heekyong Yangda Reuters

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A Coreia do Norte está disposta a considerar outra cúpula intercoreana se o respeito mútuo entre os rivais puder ser garantido, informou a agência de notícias estatal KCNA neste sábado (25), citando Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un.

O comentário foi feito apenas um dia depois que a Coreia do Norte instou os Estados Unidos e a Coreia do Sul a abandonarem o que chamou de política hostil e padrões duplos em relação ao país antes que conversas formais possam ser realizadas sobre o fim da Guerra da Coreia de 1950-53.

A guerra terminou com um armistício, não um tratado de paz, deixando as forças lideradas pelos EUA ainda tecnicamente em guerra com a Coreia do Norte.

A questão de encerrar formalmente a guerra foi complicada pela busca da Coreia do Norte por armas nucleares.

“Eu acho que somente quando a imparcialidade e a atitude de respeito mútuo forem mantidas pode haver um entendimento suave entre o Norte e o Sul”, disse Kim Yo Jong.

Discussões construtivas oferecem a chance de soluções significativas e bem-sucedidas para questões como “o restabelecimento do escritório de ligação conjunta Norte-Sul e a cúpula Norte-Sul, para não falar da declaração oportuna do término significativo da guerra”, Kim disse.

Dirigindo-se à Assembleia-Geral da ONU na terça-feira (21), o presidente sul-coreano Moon Jae-in repetiu um apelo pelo fim formal da guerra, mas depois disse que o tempo está se esgotando para alcançar tal progresso antes que seu mandato termine em maio.

A Coreia do Norte há décadas busca o fim da guerra, mas os Estados Unidos relutam em concordar, a menos que o país desista de suas armas nucleares.

Kim, que é uma confidente poderosa de seu irmão, o líder do país, disse que observou com interesse a intensa discussão no Sul sobre a perspectiva renovada de uma declaração formal do fim da Guerra da Coreia.

“Eu senti que a atmosfera do público sul-coreano que deseja recuperar as relações inter-coreanas de um impasse e alcançar a estabilidade pacífica o mais rápido possível é irresistivelmente forte”, disse ela. “Nós também temos o mesmo desejo”.

Expectativas surgiram de que uma declaração sobre o fim da guerra, mesmo que não fosse um tratado real, seria feita durante uma cúpula histórica entre o então presidente dos EUA Donald Trump e Kim Jong Un, líder da ​​Coreia do Norte, em Singapura em 2018.

Mas essa possibilidade e o ímpeto que os dois líderes geraram ao longo de três reuniões deram em nada. As negociações estão paralisadas desde 2019.

O presidente dos EUA, Joe Biden, disse em seu próprio discurso na ONU que queria uma “diplomacia sustentada” para resolver a crise em torno dos programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte.

A Coreia do Norte rejeitou as aberturas dos EUA para se engajar no diálogo e o chefe do órgão de vigilância atômica do país disse nesta semana que seu programa nuclear estava “indo a todo vapor”.

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