Coreia do Norte recusa envio de quase 3 milhões de vacinas contra a Covid-19

Governo continua a afirmar que não há casos da doença no país e que as doses deveriam ser entregues a outros países

Prédio em Pyongyang, capital da Coreia do Norte
Prédio em Pyongyang, capital da Coreia do Norte Foto: gfs_mizuta/ Pixabay/ Reprodução

Luana Franzãoda CNN*

São Paulo

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O governo da Coreia do Norte recusou uma entrega de cerca de 2,7 milhões de doses da vacina da Sinovac contra a Covid-19, conforme informado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Em nota, a organização afirmou que o imunizante “pode ser realocado para países gravemente afetados, devido ao fornecimento global limitado de vacinas COVID-19 e aumento recorrente em alguns países”.

O suprimento seria enviado através do mecanismo Covax Facility, comandado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para distribuir vacinas contra o coronavírus a países mais pobres e com dificuldade de abastecimento.

O governo do país afirma que não há casos da Covid-19 na população. A Coreia do Norte fechou suas fronteiras rapidamente em janeiro de 2020, permanecendo quase completamente fechada desde então. Não há informações, no entanto, que confirmem a afirmação.

O bloqueio custou caro para a nação, que enfrenta uma crise alimentar, admitida pelo duro governante Kim Jong-un. Em junho deste ano, o líder havia declarado que a situação econômica era “tensa”, embora não tenha descrito a escala das dificuldades.

O UNICEF disse também no comunicado que o órgão permanecerá em contato com o governo norte-coreano para enviar doses de imunizantes no futuro próximo.

As agências parceiras continuam a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades de saúde relevantes na República Popular Democrática da Coreia para garantir que o apoio necessário seja fornecido ao governo para se preparar para essa oportunidade.

UNICEF

*Sob supervisão de Guilherme Venaglia

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