Corina Machado pode tentar novas eleições na Venezuela, diz especialista

Durante o CNN Prime Time, Vitelio Brustolin explicou a complexidade de novas eleições na Venezuela vide o atual regime ser sustentado pelas Forças Armadas

Da CNN Brasil
Compartilhar matéria

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado possui autoridade moral para tentar organizar novas eleições no país. É o que avaliou o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin, da Universidade Federal Fluminense e pesquisador da Universidade Harvard, durante sua participação no CNN Prime Time desta segunda-feira (12). "Corina pode tentar organizar novas eleições. Isso é possível, a despeito de Maduro e Delcy Rodríguez, vice dele que está no poder agora, terem perdido as eleições passadas", afirmou.

 

Brustolin explicou que María Corina Machado foi indicada como candidata por mais de 90% dos votos da oposição, mas foi impedida de concorrer. Após sua inabilitação política, Edmundo González descrito pelo professor como "uma pessoa não tão carismática", representou a oposição e, segundo as atas colhidas pelo Centro Carter que observou o pleito, venceu as eleições com 67% dos votos.

Regime sustentado pelas Forças Armadas

O professor destacou que o atual regime venezuelano é sustentado pelas Forças Armadas, o que torna o processo de transição extremamente complexo. "Esse regime é sustentado pelas Forças Armadas. São 2 mil generais para um contingente de 340 mil, contando os paramilitares", comparou Brustolin, ressaltando que no Brasil há apenas 300 generais para um contingente similar de 360 mil militares.

Sobre a possibilidade de transição de poder, o especialista apontou que seria necessária uma negociação para evitar um conflito armado. "Para que não ocorra um banho de sangue, uma guerra civil, que seja ainda pior para a população da Venezuela, que está sofrendo há tanto tempo, é necessário que haja uma transição e isso vai ter que ser negociado", explicou.

Impacto geopolítico e petróleo

Brustolin também analisou o impacto geopolítico da situação venezuelana, especialmente em relação ao petróleo. Segundo ele, 80% do petróleo da Venezuela está sendo enviado para a China a um preço abaixo do mercado (US$ 45,00 o barril, enquanto o preço de mercado é US$ 60,00). Outros 5% são destinados a Cuba, e 15% aos Estados Unidos, via Chevron.

O professor explicou que reconstruir a infraestrutura petrolífera venezuelana, que já chegou a extrair mais de 3 milhões de barris por dia e hoje extrai entre 900 mil e 1 milhão, será um desafio significativo. "Reconstruir uma estrutura que já chegou a extrair mais de 3 milhões de barris por dia e que hoje extrai de 900 a 1 milhão, bastante depredada, não é fácil e requer investimento", afirmou.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.